Alexandre Moura


23%

Este foi o percentual de crescimento das vendas via Internet (comércio eletrônico), em relação a 2017, da “Black Friday” deste ano. O volume de vendas tendo atingido o total de R$ 2,6 bilhões com “ticket médio” de R$ 608,00, valor 8% maior que o do ano passado. Os dados foram levantados pela empresa de consultoria especializada em comércio eletrônico “Ebit|Nielsen” (www.ebit.com.br). A pesquisa apresentou outros números interessantes, a exemplo do aumento do número de pedidos em 13% quando comparados com 2017. Este ano foram 4,27 milhões de pedidos. Segundo o relatório da consultoria, “os produtos mais vendidos foram smartphones, itens de linha branca e televisores”. Para os especialistas, a “Black Friday” está consolidada no calendário do comércio varejista.

Autoridade Nacional de Proteção de Dados

As empresas de TI (Tecnologia da Informação) que fornecem serviços que impactam a transmissão em grandes volumes de áudio e vídeo pela Internet, as denominadas “Empresas OTTs (do inglês Over-The –Top e numa tradução livre “além do limite”), a exemplo da Netflix, Skype e Spotify”, estão fazendo pressão para que o novo governo federal a ser instalado em 2019, “aprove a criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados”. O pedido foi feito pela ABOTT – Associação Brasileira Over-The-Top e tem como objetivo, segundo diretores da entidade, “garantir a aplicação, eficácia e gestão da LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados, recentemente promulgada, sem prejuízos para os consumidores e empresas do segmento”. Para a diretoria da ABOTT, a nova legislação estabeleceu um prazo muito curto (18 meses) para que as empresas se adaptem às novas regras e muitas delas ainda estão aprendendo o real significado e impacto da nova legislação, nos seus negócios. Além disso, “a interpretação da lei pode induzir a dúvidas e a inexistência de uma autoridade reguladora pode piorar essa situação”. O pedido faz sentido.

Segundo Lugar em Ameaças

Um relatório recente da empresa “Trend Micro” (especializada em segurança de conteúdo para a Internet) mostra que o “Brasil ocupa o segundo lugar, em nível mundial, em número de ameaças de e-mail e é o quinto em número de vírus na Internet detectados”. Denominado de “Smart Protection Network”, o documento alerta para uma serie de vulnerabilidades que os usuários brasileiros “estão deixando passar” no uso diário da Internet, seja para fins de lazer ou para uso profissional. Uma recomendação básica que muita gente não faz é a de manter o antivírus atualizado! O descaso pode custar caro. Os hackers agradecem!

Facebook

A crise de credibilidade do Facebook continua. Depois da recente divulgação da “invasão” de 30 milhões de contas e consequente exploração, indevida de dados pessoais desses usuários, da rede social criada por Mark Zuckerberg, o escândalo da vez foi a “lerdeza” dos técnicos da empresa, na retirada de um anúncio de “um leilão de uma jovem de 17 anos em um país da África!” A colocação (o monitoramento dos gestores da plataforma e a tecnologia utilizada, para evitar este tipo de uso, falharam claramente) da “propaganda” já por si só um escândalo, foi agravado pela demora em corrigir o erro (o Facebook levou 15 dias para remover o anuncio!). O assunto chegou a público através da ONG “Plan International”, entidade dedicada à proteção de direitos de crianças e adolescentes, em nível mundial. Lamentável.

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