Alexandre Moura


14-X

Matéria publicada na “Revista Pesquisa FAPESP” (www.revistapesquisa.fapesp.br), da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo, apresenta o desenvolvimento do “primeiro motor aeronáutico hipersônico feito no Brasil”. A pesquisa vem sendo realizada pela FAB – Força Aérea Brasileira (através do IEAv – Instituto de Estudos Avançados) em conjunto com a empresa Orbital Engenharia. Pelo cronograma do projeto, até o final do ano que vem, um protótipo do motor será testado. Segundo a matéria, “o projeto é mais amplo e tem como objetivo dominar o ciclo de desenvolvimento de veículos hipersônicos, que voam, a cinco vezes a velocidade do som, ou Mach 5” (cerca de 6.000 Km/h). O motor hipersônico será instalado em um VANT (veículo aéreo não tripulado, popularmente conhecido como drone) denominado de “14-X”, em uma clara homenagem ao “14 Bis” de Alberto Santos Dumont, o Pai da Aviação. O 14-X foi projetado para voar com velocidade de até Mach 10 (12.000 Km/h) e assim, colocar o Brasil no restrito grupo de países que detém este tipo de tecnologia, dentre eles os Estados Unidos, Rússia e China.

Aviões e Computação Quântica

A “Computação Quântica”, gradualmente, vai se tornando realidade. Essa nova tecnologia que promete aumentar em níveis inimagináveis, a capacidade de processamento de dados que temos hoje em dia, é o futuro da informática e tem aplicação em todos os campos do conhecimento humano. Desta forma, as empresas tem buscado incentivar P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) nesta área. Exemplo é a “AIRBUS”, fabricante europeia de aviões, que lançou recentemente “uma competição internacional de computação quântica, convidando especialistas para propor e desenvolver soluções para otimização e modelagem complexa do ciclo de vida de aeronaves”. Denominado de “Airbus Quantum Computing Challenge” (AQCC – Desafio Airbus de Computação Quântica), a competição tem o objetivo de “levar a ciência para além dos laboratórios e para dentro das fabricas, visando resolver problemas reais enfrentados pela indústria”.

Aviões e Computação Quântica (II)

A iniciativa da AIRBUS faz sentido, visto que estamos bem próximos de “atingir o limite de capacidade dos computadores tradicionais” que utilizam a tecnologia atual de computação e o caminho para superar este limite, é o desenvolvimento de máquinas e software (programas de computador), com base na “tecnologia quântica”. Assim, como o projeto e fabricação de aviões demandam capacidades cada vez maiores de processamento de dados, a AIRBUS pretende sair na frente dos outros fabricantes, com relação ao uso da computação quântica. Podem participar do AQCC, que será realizado ao longo deste ano, alunos de pós-graduação, doutorado, acadêmicos, pesquisadores, startups e profissionais da área de computação quântica. Mais informações através do e-mail airbus@jeffreygroup.com.

“Sem Dificuldade para Ler”

A depender de tecnologia, a dificuldade de entender (e ler) a famosa “letra de médico” está com os dias contados. A empresa brasileira “Memed”, especializada em plataformas digitais, lançou recentemente um aplicativo “que possibilita aos médicos realizarem a prescrição de medicamentos de maneira digital”, utilizando um smartphone ou tablete. A ideia é facilitar a prescrição da receita médica e evitar qualquer erro quando da indicação do medicamento. A solução da Memed, segundo técnicos da empresa, “consulta um banco de dados de medicamentos com mais de 43 mil apresentações detalhadas e atualizadas em tempo real, facilitando assim, a prescrição da receita, de forma digital no próprio celular.” O Sistema possibilita ainda ao médico, verificar “todos os medicamentos, orientações e solicitações de exames que já prescreveu”. Ideia simples e útil!

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