Vereador paraibano faz ataques religiosos a colega e completa: “Deveria estar preso”

Foram pesadas as declarações feitas pelo vereador de Alhandra, Jeremias Nascimento (Progressistas), contra seu colega de parlamento municipal e adversário, João Ferreira (Democratas), mais conhecido por João Sufoco. Em plena sessão e na tribuna da Câmara Municipal, Jeremias chamou o colega de mau caráter e acrescentou que ele deveria estar preso. “Vossa excelência nunca prestou. Era para estar no Presídio do Róger ou no de Segurança Máxima”.

Em um discurso inflamado, Jeremias chegou a acusar João de ser “perigoso”. “Eu só venho sem carteira”, insinuando que o colega poderia roubá-lo. Mais adiante se queixou de que Sufoco estaria agindo para criar uma divergência entre ele e o prefeito de Alhandra, Marcelo Rodrigues (MDB). “Ele quer me jogar contra a gestão. Não vai conseguir”, avisou.

Mas, o ponto mais crítico do discurso foi quando Jeremias disse que João fazia parte de uma organização criminosa que teria atuado na gestão do ex-prefeito Renato Mendes (DEM) a quem chamou de “mão nervosa” e “vagabundo”. “Eu fiquei ao lado dele para ressocializá-lo. Para tirá-lo do mundo do crime. Eu queria ressocializar um marginal, mas percebi que ele era irrecuperável. Em 2017 eu saí de perto dos Mendes. Tive uma atitude de coragem”. Ainda no discurso, prometeu abrir uma CPI para apurar supostas irregularidades cometidas por João durante a gestão de Renato.

“O Diabo que está aqui bem representado por João Ferreira, veio para matar e destruir. A vida dele sabe onde é? No terreiro de Mãe Aruanda, em Timbaúba. Eu aconselho que ele procure a cartomante do amor, Mãe Delamare. De lá, ele procure o terreiro de Pai Baêta, lá na Ilha do Bispo para tirar esse encosto amaldiçoado que ele tem na vida dele. Por fim, procure o templo maior da Igreja Universal do Reino de Deus, na sessão do descarrego”, ironizou Jeremias na tribuna.

Mas, Jeremias não parou por aí. Ele ainda distribuiria ataques ao deputado estadual Branco Mendes (Podemos) que, segundo afirmou Jeremias na tribuna, “entregou a alma ao cão” e “odeia evangélicos”. “O deputado Branco Mendes, quando vereador em Alhandra tomou banho de 20 litros de sangue de bode”. Ainda completou: “cão puro”. Branco é adversário do atual prefeito Marcelo Rodrigues, de quem Jeremias é atualmente aliado.

Repercussão – A Federação Paraibana de Umbanda, Candomblé e Jurema emitiu uma nota de repúdio ao comportamento do vereador Jeremias por ter associado a prática das religiões de matriz africana ao demônio. O texto aponta que o parlamentar incita, com isso, a intolerância religiosa, que é crime.

O Fórum Diversidade Religiosa – Paraíba em ação conjunta com a Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-PB (COLIRE) , da Associação Religiosa Sobô Nirê Mafá (Instituto Malunguinho É Rei) e do Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-brasileiras (IDAFRO) decidiram instalar uma comissdão para representar criminalmente o vereador. A decisão se deu depois de receberem a denúncia das comunidades Juremeiras da cidade de Alhandra. Nesta quinta-feira, 19, a comissão foi até a Delegacia da Polícia Cívil de Alhandra e apresentou a representação criminal contra Jeremias à delegada Iumara Gomes.

A comissão é composta por Franklin Smith (IDAFRO); Tarcísio Feitosa (COLIRE); José Pereira (Instituto Malunguinho É Rei); e Saulo Gimenez (Fórum Diversidade Religiosa – Paraíba ).

 

1 comentário

  • Fábio Xavier da Silva
    17:17

    É lamentável que empreno o século XXI a inda insiste Pessoas de poucas curtura e sabedoria para saber que o Deus dos evangélicos é o mesmo de coque outras Religião basta a creditar e tefér pois satanás só existe para as pessoas pobre de Espírito …

Comentários

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