Grupo de construtores invade Centro Administrativo e discute com Cícero; veja

 

Um grupo com mais de 240 construtores promoveu um protesto hoje em frente ao Centro Administrativo do Município, em Água Fria e chegou a entrar em atrito com o prefeito Cícero Lucena que participava de uma entrevista coletiva no local. Alguns manifestantes mais exaltados invadiram o prédio do CAM e passaram a xingar o prefeito, alguns, inclusive, ameaçando o prefeito, gerando sua irritação, como pode ser visto no vídeo abaixo.

A manifestação tinha como pauta a cobrança da liberação do “Habite-se”, alvarás e licenças ambientais que dependem da prefeitura de João Pessoa e que estariam “emperradas”. Descontentes com a gestão municipal, eles xingaram o prefeito, que reagiu às agressões verbais com indignação e foi retirado do local por um auxiliar para evitar que houvesse mais confusão.

Uma comissão dos construtores foi recebida pelo secretário Diego Tavares.

Antes de invadirem o CAM, os manifestantes, com cartazes, carros de som, se concentraram em frente ao prédio da prefeitura e até soltaram fogos de artifício. Os manifestantes pediam diálogo com o prefeito Cícero Lucena e o pacto de aliança junto ao governo do estado para que haja ajustes em razão do não pagamento de impostos para liberação de obras.

Por conta do protesto, a Rua Diógenes Chianca chegou a ser 100% bloqueada.

“O setor liderou a geração de empregos em 2020 e espera crescimento em 2021. O ano de 2020 foi desafiador em muitos aspectos e na construção civil não foi diferente. Mas entre altos e baixos, o setor conseguiu driblar as dificuldades. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados), divulgados pelo Ministério da Economia, nos primeiros dez meses do ano de 2020, a área foi responsável pela criação de 138.409 novos postos de trabalho, liderando a geração de vagas formais no país. Na Paraíba, foram gerados 6.330 empregos em 2020, sendo 88% deles em João Pessoa”, diz nota divulgada por representantes da categoria.

A respeito do episódio, a prefeitura emitiu uma nota:

A Prefeitura de João Pessoa lamenta profundamente as cenas registradas na manhã desta quinta-feira (22) no Centro Administrativo Municipal (CAM). Sob a justificativa de obrigar uma audiência de supostos representantes da construção civil com o Executivo, um grupo de manifestantes promoveu a invasão do local com violência e tentou encerrar aos socos e pontapés uma entrevista coletiva.
A Prefeitura da Capital reitera que está aberta ao diálogo com todas as entidades ou representações sindicais, tendo inclusive recebido o Sindicato da Construção Civil (Sinduscon) na semana passada e o fará quantas vezes forem necessárias, desde que o respeito às normas de boa convivência ocorra.
Lamentavelmente, observamos, mais uma vez, que pessoas com interesses diversos se infiltraram na manifestação para provocar tumulto.
A Prefeitura registra ainda seu repúdio diante de atitudes ofensivas aos servidores públicos, que em seu estrito dever de cumprir o ordenamento social e evitar as aglomerações que ensejam riscos à contaminação pela Covid-19 tentaram conter a multidão.
Apelamos para o bom senso da categoria, lembrando que não será através de ofensas ou ameaças a servidores públicos que teremos avanço no diálogo.
Reiteramos nosso compromisso de cuidar das pessoas, preservando a vida e os direitos mais elementares, desde que sejam buscadas com respeito às normas legais e ao ordenamento jurídico nacional.

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1 comentário

  • LUIS EVANDRO SANTOS DE SA
    12:17

    Se fossem professores ou outra categoria de trabalhadores em protesto ou mobilização, a GCM/Guarda Civil Municipal, sob as ordens do prefeito, tinha baixado a lenha nos manifestantes. Mas como tratavam-se de empresários são tratados com urbanidade, como todos deveriam ser tratados sempre e não só os “amigos” de Cícero Lucena que temporariamente tem interesses contrariados. Mas é aquela velha máxima: “aos inimigos os rigores da lei, aos amigos as benesses da lei”.

Comentários

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