Suspeito confessa assassinato de Anielle, nega estupro e diz que depois foi trabalhar

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O principal suspeito do assassinato de Anielle Suelen Teixeira, de 11 anos, José Alex da Silva, de 35 anos, inicialmente negou ter cometido o crime, mas em depoimento ao delegado Rodrigo Santa Cruz na noite desta quarta-feira, 8, ele acabou confessando que esganou a garota, cujo corpo foi encontrado em uma mata ao lado do supermercado Pão de Açúcar, em Miramar na madrugada de ontem. Ele, contudo, negou que tenha estuprado a menina. Exames de DNA vão confirmar se houve violência sexual e se ela foi cometida por José Alex.

Em seu depoimento, Alex contou que depois de matar a menina, foi para casa, tomou banho e seguiu para o trabalho, como vendedor de cocos na praia. Ao perceber a repercussão do caso, ele decidiu fugir para Pernambuco.

A delegada Luíza Correia revelou detalhes do depoimento de Alex: “Ele disse que pegou a menina por um motivo fútil: porque ela teria pego a bicicleta dele para andar na praia. Com raiva e sob efeito de drogas e álcool, ele teria levado a garota à mata e cometido o assassinato”.

O suspeito foi localizado depois de uma denúncia anônima e estava na casa de parentes em Ferreiros, zona da mata do estado vizinho à Paraíba. Ele tentou fugir quando percebeu a aproximação da polícia e chegou a pular o muro de uma casa, mas foi alcançado pelos policiais militares pernambucanos e levado à delegacia de Timbaúba.

O corpo de Anielle foi encontrado na madrugada desta quarta-feira, sem a parte inferior das roupas, o que sugere que pode ter ocorrido, além da esganadura fatal, um crime sexual.

O delegado Rodrigo Santa Cruz disse que uma nova vítima de José Alex procurou a polícia ontem, depois da prisão dele para revelar que ele tentou estuprá-la. Trata-se de uma mulher que contou ter tido a casa invadida pelo suspeito que teria tentado esganá-la. Ela conseguiu se desvencilhar dele, que fugiu. Esse caso foi encaminhado à delegacia da Mulher.

O crime – Anielle Suelen Teixeira, de 11 anos, estava em um quiosque da praia do Cabo Branco, com a mãe, Cíntia, e mais seis irmãos quando foi abordada por volta das 4h30 do domingo, 5, por Alex. A família havia decidido dormir no local, que pertence a conhecidos de Cíntia, porque a tarifa do Uber estava muito alta na noite de sábado. A intenção era que tomassem banho de mar na manhã de domingo e só então voltassem para casa, no Jardim Veneza.

A chegada de Alex ao quiosque e a conversa dele com a menina foi flagrada por câmeras de segurança. Depois disso, a menina saiu do local com o homem e não foi mais vista.

As informações são de que a mãe de Anielle dormia naquele momento e só foi informada do que havia acontecido por uma filha mais nova. Ela já conhecia José Alex porque ambos trabalhavam informalmente na praia. Ele vendendo cocos e ela, auxiliando nas vendas de um quiosque. Depois de ver as imagens do circuito de câmeras, ela passou a procurar pelo suspeito para ter informações do paradeiro da filha e chegou a encontrá-lo e discutir com ele, que negava envolvimento no crime.

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