Novo diretor anuncia que Padre Zé terá site de transparência e adverte:” Egídio não reflete realidade da igreja”

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O novo diretor geral do Hospital Padre Zé, Padre George Batista, anunciou em entrevista hoje de manhã na Manaíra Band News FM que a instituição tem implementado uma série de melhorias para continuar atendendo aos pacientes que a procuram. Entre as novidades que visam resgatar a credibilidade do hospital, alvo de um esquema milionário de desvios que teria sido orquestrado pelo ex-diretor, Padre Egídio Carvalho Neto, preso no Valentina Figueiredo desde o dia 17 de novembro.

“Fizemos a composição de uma nova equipe e uma intervenção cirúrgica para reduzir o quadro de pessoal, reduzir gratificações e também salários. Tudo de acordo com uma instituição filantrópica de média complexidade. Estamos construindo um portal de transparência que estará pronto em dezembro. Visitamos os órgãos competentes que fiscalizam o hospital e solicitamos a separação do CPF e do CNPJ para que o hospital não seja prejudicado. Temos plena consciência de que é impossível a aprovação total das contas, mas assim a instituição não será penalizada. Também vamos criar um novo estatuto que estará concluído até março de 2024 e que vai readequar a realidade do Instituto São José à realidade de quem cuida da saúde dos mais necessitados”, resumiu o religioso.

Segundo ele, uma nova cultura de trabalho está sendo implementada para superar o quadro caótico encontrado. “Encontramos quase tudo em situação muito precária e é impossível resolver esse quadro com duas ou três pessoas. Estamos contando com a ajuda de voluntários. Suspendemos o pagamento do empréstimo feito à Caixa durante seis meses. Conversamos com o presidente da Caixa e explicamos que esse dinheiro não foi usado para a instituição e precisamos de um prazo porque a verba do SUS é muito limitada”, explicou o gestor.

Em termos financeiros, o hospital necessita a cada mês de R$ 1,3 milhão para pagar suas despesas. O SUS encaminha R$ 800 mil aproximadamente por mês. O Governo do Estado repassa cerca de R$ 300 mil, mas não havia uma contabilidade oficial da época em que Egídio Carvalho esteve à frente do Padre Zé. O débito dos empréstimos era de cerca de R$ 300 mil mensais, o que deixava a instituição no vermelho, levando-se ainda em conta que as doações foram reduzidas drasticamente depois que o escândalo veio à tona.

“Vivemos uma crise moral e outra financeira. A financeira nós vamos resolver e a moral, a médio prazo vamos sensibilizar a sociedade de que a realidade do hospital mudou”, comentou Padre George.

Campanha – O diretor do hospital ainda elogiou a campanha idealizada pelo desembargador Leandro dos Santos em suas redes sociais para incentivar amigos e colegas do judiciário a contribuirem com a instituição. “A campanha está surpreendendo e estão chegando as doações. Logo vamos informar à sociedade o resultado”, informou Padre George. “Ficamos muito contentes com essa iniciativa porque não é somente uma ajuda financeira, mas porque isso mostra que as pessoas estão voltando a confiar, reacreditando na nova gestão do Padre Zé e que estamos fazendo o que há para fazer de modo correto com o que é ofertado”, acrescentou Rafael Pinheiro, diretor executivo do hospital.

Constrangimento – O novo diretor disse que a conduta de Padre Egídio causou perplexidade entre os religiosos católicos. “Existe muitos padres que realmente vivem de forma comprometida seus votos. Muitos padres diocesanos dão testemunhos, engajados nas comunidades, enfrentam dificuldades, vivem com um ou dois salários mínimos. O que acontece com Padre Egídio não é a realidade da igreja. Muitos padres se sentem abalados, revoltados, tristes porque não fomos ordenados pela igreja para viver isso. Isso envergonha o Evangelho, mas peço que rezem pelos padres”.

 

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