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Angélica Lúcio

Angélica Lúcio é jornalista, com mestrado em Jornalismo pela UFPB e MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Atualmente, atua na Comunicação Social do HULW-UFPB/Ebserh como jornalista concursada.
Angélica Lúcio

Gestão em comunicação exige profissionais especializados

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A gestão da comunicação está entre as cinco tendências globais que mais têm sido aplicadas pelas empresas atualmente. É o que aponta o relatório Approaching the Future: trends in reputation and intangible asset management (“Aproximando-se do Futuro: tendências em gestão de reputação e ativos intangíveis”), divulgado em outubro de 2022.

Produzido pela Corporate Excellence – Centre for Reputation Leadership, pela CANVAS Estrategias Sostenibles e pela Global Alliance for Public Relations and Communication Management, o relatório identifica 16 tendências globais que estão impactando a agenda de negócios – e sobretudo o trabalho das equipes de comunicação.

Para a pesquisadora Elizabeth Saad Corrêa, a comunicação corporativa contemporânea vem sendo considerada uma área estratégica em uma quantidade cada vez mais significativa de organizações e diferentes tipos de agrupamentos sociais. “Quando administrada de forma estratégica e integrada, a comunicação contemporânea também atua direta e diferencialmente no processo de competitividade global em que as empresas hoje se veem inseridas”, aponta. 

Em complemento, Margarida Kunsch afirma que “planejar e administrar a comunicação das organizações hoje, no contexto de uma sociedade complexa diante de um ambiente de mercado altamente competitivo, requer do gestor responsável conhecimento em planejamento, gestão e pensamentos estratégicos e bases científicas da própria área de Comunicação que ultrapassem o nível das técnicas e de uma visão linear”.

Nessa mesma linha, uma matéria na publicação Dossiê Comunicação Empresarial, edição 110 de 2023, da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberge), mostra que o comunicador-gestor e a comunicadora-gestora precisam lidar cada vez mais com responsabilidades e demandas complexas, da gestão humanizada e personalizada à administração do orçamento.  

“O bom comunicador deve dominar as disciplinas da administração – além de promover o diálogo e a conexão entre os diversos públicos da corporação, precisa estar preparado para encarar novas demandas organizacionais”, ressalta reportagem assinada pela jornalista Aline Scherer. Na mesma matéria, é ressaltado que a capacidade de gestão de líderes das agências e áreas de comunicação é uma habilidade decisiva para o sucesso das organizações. 

Para o gestor em comunicação e pesquisador Jorge Duarte, a “gestão da comunicação nas organizações implica a condução de processos de informação e relacionamento com objetivos intencionais”. Nesse escopo, estão incluídas várias funções, como ampliar o aumento do conhecimento, promover a construção de relacionamentos produtivos e garantir credibilidade e confiança.

 A cereja do bolo em todo esse processo remete à especialização da função, porque comunicação não é tema que todos dominam ou panela em que todos metem a colher, ao contrário do que muitos pensam. Certeiro, Jorge Duarte aponta: “A importância dessas responsabilidades justifica a gestão da comunicação ser liderada pelos principais dirigentes e coordenada por especialistas”. Salve, Jorge! 

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