Defesa diz que Amanda e Jannyne eram pressionadas por Padre Egídio e estuda delação premiada

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O advogado Diego Wallace, responsável pela defesa de Jannyne Dantas e Amanda Duarte, ex-funcionárias do Hospital Padre Zé, disse nesta segunda-feira (20) que está trabalhando com a possibilidade de um acordo de uma delação premiada sobre o caso.

“É uma hipótese que nós estamos trabalhando, que estamos estudando. Já conversei com Amanda sobre isso. Com Janine eu vou ter a oportunidade de conversar esta semana”, disse durante entrevista ao Sistema Arapuan.

Segundo o advogado, as duas atuaram sobre pressão e coação do Padre Egídio. Disse que o
próprio Ministério Público já juntou no processo conversa de Amanda onde ela dizia que, infelizmente, fazia o que Padre Egídio lhe mandava.

O advogado ressaltou que antes de ocuparem as funções no hospital, tanto Amanda quanto Jannyne eram da paróquia e tinham Padre Egídio como um chefe religioso.

“Então, além de um patrão, de um chefe, para elas ele era um líder religioso”, afirmou.

Padre Egídio, a ex-diretora administrativa Jannyne Dantas e a ex-tesoureira Amanda Duarte tiveram as prisões decretadas na última sexta-feira (18), por determinação do desembargador Ricardo Vital, relator do processo que apura denúncia de um desvio de R$ 140 milhões do Hospital Padre Zé desde 2013, um ano depois de Padre Egídio assumir a direção geral da instituição. Egídio está no Presídio do Valentina Figueiredo, enquanto Jannyne ocupa uma cela da Penitenciária Júlia Maranhão. Amanda cumpre prisão domiciliar porque tem um filho de quatro meses.

 

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