Centro de Zoonoses de João Pessoa atende mais de 500 animais por mês

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

O Centro de Zoonoses de João Pessoa atende, em média, mais de 500 animais por mês em serviços como consultas, cirurgias, vacinação e ações do Castramóvel. A maioria dos casos envolve animais vítimas de abandono, muitas vezes em situações de maus-tratos, após a morte dos tutores, em ambientes de acumulação ou retirados das ruas por apresentarem zoonoses.

Segundo Pollyana Dantas, gerente de Vigilância Ambiental e Zoonoses da capital, esses animais passam por exames, testagens e reabilitação até estarem prontos para adoção. “A maioria dos que chegam até nós vem de demandas judiciais. Reabilitamos cada um para que tenha a chance de ganhar um novo lar”, destacou.

Consequências do abandono

O abandono animal não é apenas um problema ético, mas também de saúde pública. Animais nas ruas procriam descontroladamente e podem transmitir doenças como esporotricose (micose causada pelo fungo Sporothrix) e leishmaniose, doença infecciosa transmitida pelo mosquito-palha. Ambas podem afetar tanto animais quanto seres humanos.

Para a médica veterinária Kalliny Feliciano, o abandono está diretamente ligado à falta de vínculo entre tutor e animal. “Quem tem vínculo respeita e planeja a vida junto ao animal. O abandono é reflexo de desvio de caráter e da ausência desse laço”, afirmou.

Avanços no cuidado

Apesar dos desafios, os profissionais celebram os avanços conquistados. O Centro de Zoonoses passa por ampla reforma, incluindo a reconstrução total de canis e gatis, criação de áreas de recreação, solário e espaços adequados para o contato entre animais e futuros tutores. “As salas serão maiores, os ambientes mais humanizados e o atendimento terá mais qualidade. Isso representa mais dignidade para os animais e melhores condições de trabalho para os profissionais”, explicou Pollyana.

Profissão com propósito

Neste 9 de setembro, Dia do Médico-Veterinário, os profissionais do Centro ressaltam que a técnica não é suficiente para exercer a profissão. “É preciso amor, caráter e ética. Sem isso, a técnica sozinha não faz de ninguém um bom profissional”, disse Kalliny, com apoio dos colegas Alick e Lucas.

No trabalho diário do Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses de João Pessoa, esses valores se refletem no compromisso de salvar vidas, melhorar a saúde pública e promover a convivência harmoniosa entre animais, humanos e o meio ambiente.

Tags

Leia tudo sobre o tema e siga

MAIS LIDAS

Concursadas se acorrentam à prefeitura de Bayeux em protesto pela não convocação

Polícia localiza veículo usado em assaltos, prende foragida da Justiça e realiza flagrante em Campina Grande

Fernando Cunha Lima é condenado a 32 anos por estupro de vulnerável

Anteriores

@FOTO_EDNALDO_ARAUJO_(83)98726_6840

TJPB aprova anteprojeto do novo PCCR dos servidores do Judiciário

elencopbb

Elenco de Cangaço Novo retorna à Roliúde Nordestina para Festa do Bode Rei

alpbprint

Comissão de Orçamento da ALPB aprova parecer preliminar da LDO 2027

tre-pb

TRE-PB reúne forças de segurança para planejamento integrado das eleições

lucasseds

Lucas Ribeiro apresenta resultados da Segurança e inicia Operação S. João após queda de 55% da violência letal em Campina

leopsb

Leo Bezerra questiona João sobre postura do PSB, que lhe faz oposição

TRESDONORDESTE

Programação do Arraiá Mangabeira segue nesta quinta com show gratuito de “Os 3 do Nordeste”

csm_policia_civil_paraiba_joao_pessoa_23_f2d6c68b06

Polícia Civil prende investigados por estupro de vulnerável praticado no Mercado Central de João Pessoa

6cbf3856-2914-4b81-8e33-2741aa558230

PRF apreende 23 kg de Skunk e detém quatro pessoas no Agreste paraibano

cfo2-2

Polícia Militar da Paraíba divulga resultado final do CFO 2026