Campina Grande pode ganhar novos bairros e edifícios sem garagens

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A atualização do Plano Diretor de Campina Grande pela Prefeitura Municipal considera a revisão geral da cidade, inclusive de limites de bairros e criação de novos, com a transformação de distritos. Mas por onde se daria a expansão?

“Estamos avaliando todos os setores. Há uma probabilidade de um estudo mais concentrado na linha de Catolé de Boa Vista, é uma das questões que têm sido discutidas, porém não há ‘prego batido, ponta virada’ nesse processo de análise, que agora será discutido com a população”, respondeu o secretário de planejamento Félix Araújo Neto.

Ele acrescentou que nessa segunda fase, pessoas serão ouvidas, bairros visitados e pelo cronograma, prevê que a conferência final se dará na primeira semana de junho, pós-abertura do São João tido como o maior do mundo, com o fechamento do processo e entrega, pelo prefeito Bruno Cunha Lima ao Poder Legislativo Municipal, do Plano Diretor revisado com a proposta do Executivo.

Sobre a possibilidade de prédios com diversas metragens sem garagens, que há anos já são admitidos em várias cidades, como Belo Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, Félix se mostra cauteloso.

Proposta, debate e resistência

“São questões e pautas abertas à discussão. Há uma proposta de aceitação, há resistência de alguns setores, mas é um debate que vamos fazer nos próximos dias, há uma tendência e a nossa expectativa é que a gente tenha aquilo que seja viável para Campina Grande, pensando na cidade e no seu crescimento nos próximos 10 anos”, afirmou, durante entrevista exclusiva concedida ao jornalista Cândido Nóbrega.

Nesse sentido, entidades como o Creci-PB, Sindimóveis-PB, Cau-PB e Crea-PB também serão ouvidos sobre esse e outros pontos, a exemplo do baixo coeficiente de edificabilidade, permissão para construção de condomínios fechados em áreas rurais, uso e ocupação do solo e IPTU progressivo

Outras cidades como referência

Indagado sobre quais cidades têm tomado como referência de Plano Diretor, citou São Paulo e também Belo Horizonte, esta última, com alguns avanços e dificuldades de efetivação. “Tem que ser algo que seja possível de efetivar e Sorocaba termina sendo um eixo de perspectiva, considerando as dimensões das cidades e problemas parecidos, haja vista que a cidade não é capital, mas é estratégica e importante e que precisa fomentar o seu desenvolvimento”, concluiu.

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