Cabo Gilberto tem conta do Twitter suspensa depois de reclamar de ditadura da toga

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O Twitter decidiu reter a conta do deputado estadual Cabo Gilberto (PL) depois que ele publicou um vídeo com o pronunciamento que fez ontem na Assembleia Legislativa da Paraíba. No discurso, Gilberto, que foi eleito deputado federal para o mandato que se inicia em 2023, reclamava da “ditadura da toga”. A queixa do parlamentar diz respeito à interferência do judiciário nas redes sociais de deputados e militantes de direita.

“Eu fui eleito deputado federal e isso não é de graça. É para representar a população e para eu ter a imunidade parlamentar que foi rasgada pelo ministro Alexandre de Moraes. Enquanto isso, tem parlamentares e jornalistas aplaudindo. A censura foi imposta em nosso país. Eu posso discordar de Estela Bezerra ou Anísio Maia, mas imagine se eu for mandar prender ou banir as redes sociais dos dois porque eu não concordo com o que eles falam”, disse Gilberto.

Ele sustenta a tese de que eventuais exageros devem ser punidos na forma da lei. “O Código Penal é claro: difamação e calúnia, você responde processo por isso, mas não se pode cassar o direito de fala de quem quer que seja, quanto mais de um parlamentar!”.

Na visão do deputado Cabo Gilberto, Daniel Silveira, Carla Zambelli e Otoni de Paula, além de artistas que defendem a direita foram punidos injustamente. “Só porque pensam de um lado ideológico. Que democracia é essa? Vocês vão ficar aplaudindo isso?”, questionou o apoiador do presidente Jair Bolsonaro.

“Eu choro lágrimas de sangue quando vejo jornalista aplaudindo censura”, acrescentou, criticando também a ministra Cármen Lúcia pelo voto na ação que puniu a Rádio Jovem Pan por disseminar fake news. “A censura é proibida em nosso país, mas vamos permitir somente até o dia 30”, ironizou ele a respeito do posicionamento da magistrada.

Cármen foi alvo de xingamentos por parte do ex-deputado Roberto Jefferson num caso que repercutiu nacionalmente. Ele acabou preso dias depois não pelas declarações vulgares, mas pelo fato de ter descumprido uma medida cautelar imposta no âmbito de sua prisão domiciliar ao publicar os ataques à ministra nas redes sociais, que estava impedido de usar.

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