Empresário é preso acusado de mandar atear fogo em loja de concorrente em João Pessoa

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O empresário paraibano Volnei Marques de Lima Oliveira, de uma grande loja de importados, foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Maranhão sob suspeita de ter mandado atear fogo na loja de um concorrente dele, a Areia Branca, localizada na Rua Santo Elias, no Centro de João Pessoa. O crime aconteceu em agosto deste ano.

Como prolongamento da prisão, a polícia civil realizou hoje a “Operação Nero” para cumprimento de mandados de busca e apreensão na loja de Volney, na BR-230 na estrada de Cabedelo.

A Polícia Civil da Paraíba, através de uma equipe da Central de Flagrantes coordenada pelo delegado Afrânio Doglia de Brito Filho, está à procura do gerente da loja de importados, conhecido como Marcelo, também com mandado de prisão solicitado pela PC da Paraíba e expedido pela 7ª Vara Criminal de João Pessoa.

Além da prisão do empresário, a Polícia Civil fez busca e apreensão na sua rede de lojas e na residência, onde apreendeu documentos, computadores, mais de R$ 20 mil em espécie e as chaves de carros importados como Audi e BMW, mas os veículos não foram encontrados. Também foi apreendida uma caminhoneta SW4 orçada em mais de R$ 300 mil que está em nome de terceiros.

“Nossa equipe da Central de Flagrantes foi designada para investigar esse caso e conseguiu reunir provas de que o incêndio que atingiu uma pequena loja de produtos importados foi criminoso. A loja Areia Branca, localizada no Centro de João Pessoa, foi destruída por um incêndio em agosto deste ano e, após as investigações reunimos provas de que um empresário de uma grande rede do mesmo seguimento teria sido o mandante”, disse o delegado Afrânio Doglia.

O empresário foi preso hoje no Maranhão e será transferido para João Pessoa para a Polícia Civil da Paraíba continuar as investigações. O gerente da loja, que também estaria envolvido no crime, está com mandado de prisão em aberto.

Defesa – O advogado do empresário, Alberdan Coelho, disse que a defesa entende não haver provas sequer para Volney ser indiciado. “O Ministério Público se pronunciou contrário e eu convocarei uma entrevista para dar mais detalhes sobre o que houve. O que fizeram com ele foi uma medida desarrazoada”, comentou.

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