Presidente da Funjope garante que não houve veto a Linn: “A maioria escolheu Amannda”

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O presidente da Fundação Cultural de João Pessoa, Maurício Burity, negou taxativamente que tenha havido discriminação à rapper Linn da Quebrada, uma das opções para a Parada LGBT da capital paraibana. Segundo ele, a rapper acabou não sendo contratada porque a maioria das entidades que organizam o evento preferiu outra atração: a cantora de pop eletrônico Amannda.

“Existia uma pessoa que sugeriu Linn, mas a maioria queria Amannda, então, nossa opção foi por ela. Não houve discriminação alguma. A Funjupe tem sido desde 2013 a patrocinadora master da Parada e jamais agimos com preconceito. Temos muito respeito ao público LBGT e, para explicar melhor a questão, sempre pedimos sugestões de artistas para a apresentação na parada porque as entidades sabem que cantores têm mais identificação com a comunidade gay. Este ano não foi diferente. Sempre temos que escolher entre uma e outra. Quem sugeriu Linn deve ter ficado chateada e repassou para a produção dela uma informação que não é verdadeira”, declarou.

Entenda – Em um longo texto que publicou nas redes sociais na sexta-feira (2), Linn diz ter sido convidada anteriormente, e quando enviou a documentação solicitada pela produção do evento ficou sabendo que não participaria mais da parada. Em seu desabafo, a artista afirma que seu discurso teria sido considerado “muito pejorativo” para o evento.

Quem é Amannda – A cantora que virá à Parada LBGT de João Pessoa no dia 29 de setembro e é a única brasileira a emplacar 4 músicas na parada Dance Club da Billboard dos Estados Unidos.

Um dos sucessos da artista, “Thick Skin”, é uma homenagem a todos os que deram suas vidas para que a comunidade tivesse tantos reconhecimentos humanitários ao redor do mundo.

Contando a história de Stone Wall, que teve seu pontapé inicial no ano de 1969, o projeto levou 3 meses para ser finalizado com êxito, tendo como diretor do vídeo o brasileiro Cauê Barcellos e o apoio de ativistas ativistas norte-americanos, como Randy Wicker – que luta desde 1958 por direitos humanos – e Perry Bass – que participou dos conflitos em Stone Wall, renomado palestrante e autor de livros temáticos.

“Por muitas vezes, procurei fazer algo que transcendesse apenas a música e que tivesse um significado para a comunidade LGBTQ+, para que as pessoas pudessem ter uma consciência maior do sofrimento que os membros dela passam. Há 50 anos, o Stone Wall Riot foi o estopim para o movimento mundial da luta dos direitos humanos, que muitos consideram apenas diretamente ligados ao público gay. Podemos afirmar que se trata de direitos humanos, pois busca a igualdade para todas as pessoas. Pessoas como Marsha P. Johnson e Silvia Rivera – maiores ícones da luta pela igualdade – perderam suas vidas porque não tinham medo de expor a brutalidade e a violência com as quais os homossexuais eram tratados”, explicou.

Cantora trans se queixa de veto na Parada LGBT de João Pessoa; organização nega

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