Zenóbio adianta que parecer da CCJ sobre empréstimo só sai em junho

O aviso já foi dado hoje e caiu como um balde de água fria nas pretensões do presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Marcelo (PSDB) e do bloco de apoio ao Governo do Estado: o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Zenóbio Toscano (PSDB) adiantou que o parecer sobre o projeto do Governo que pede a autorização da Assembleia para contrair um empréstimo de R$ 287 milhões ao BNDES não será emitido na terça-feira, como era esperado pelo presidente e pelos governistas.

– Eu e um grupo de deputados estaremos viajando, dentro da programação oficial da Assembleia, a Monteiro e a Pernambuco para verificar o andamento das obras de transposição do Rio São Francisco. Não poderíamos estar nessa viagem e estar na Assembleia votando esse parecer. Há ainda o fato de outros deputados irem participar do encontro da Unale em Belo Horizonte. Eu não vou porque estarei em Guarabira para participar do Encontrão do Brejo, que será sexta-feira, no Ginásio da Escola da Luz, em Guarabira, mas me comprometi com o presidente da Assembleia de que na outra terça-feira apresentarei o parecer e acho que no mesmo dia será votado o parecer e levado a plenário.

Zenóbio também aproveitou para criticar a destinação dos recursos previstos no novo pedido de empréstimo do Governo do Estado. Segundo ele, um dos itens, o repasse de R$ 18 milhões para a Barragem de Jandaíra é "absurdo":

– Sabemos, comprovadamente, com laudo feito pela própria Cagepa, que aquela água é imprestável para consumo humano. Pode ser que sirva para a criação de peixes, mas a Paraíba não está em uma situação financeira que permita tomar um empréstimo deste montante para criar peixes. Outro fator que nos surpreende é a destinação de recursos para Camará, foram liberados já R$ 10 milhões e agora são mais R$ 16 milhões para uma obra totalmente repudiada pela população, além de o Ministério Público não permitir que ela seja concluída do jeito que está, com uma licitação vencida pela mesma empresa que fez a barragem e ela rompeu. O MPF quer que a firma seja responsabilizada pelos danos causados ao Estado e à população de Alagoa Grande e de municípios vizinhos.

 

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