Wilson Santiago defende Reforma Política Brasileira

O candidato ao Senado Wilson Santiago (PMDB) declarou hoje ser favorável à Reforma Política. Ele justificou seu posicionamento ao dizer que defende a adoção de um conjunto de medidas para reduzir a distância entre os poderes instituídos e a sociedade e aproximar ainda mais os anseios populares dos processos de decisão que ocorrem nas Casas Legislativas. Santiago acrescentou ainda que deseja uma ampliação dos temas a serem debatidos dentro da proposta que tramita no Congresso Nacional. Para ele, é preciso fortalecer o sistema representativo do país, a começar pela mudança tanto no próprio processo eleitoral, que estabelece o voto obrigatório e a possibilidade de reeleição para os cargos executivos, quanto no que se refere ao tempo de mandatos e o financiamento público de campanha, tudo para que processo eleitoral seja ainda mais transparente e eficaz no que se refere à manutenção da democracia e à extinsão de práticas corruptas.

Segundo ele, a obrigatoriedade do voto transformou o poder do sufrágio em algo trivial na sociedade brasileira e a Reforma Política deve restaurar a consciência de que é através do voto que o cidadão tem força para aperfeiçoar a democracia. “Se a população votar livremente, a qualidade do voto será ainda maior. As pessoas elegerão seus candidatos conscientes da história e do currículo deles e não exerceram essa ação tão importante como obrigação, mas com prazer”, argumenta o deputado, complementando que, atualmente, muita gente vota apenas para não ter complicações com a Justiça Eleitoral. “Então, defendo o voto opcional, porque isso pressupõe um desejo real de participação no processo democrático, o que lhe confere mais qualidade”, defende o parlamentar.

Ainda sobre a Reforma Política, Wilson também defende a extinção da reeleição para cargos executivos e a redução do mandato de senador de oito para quatro ou cinco anos, sendo inclusive autor de um Projeto de Lei em tramitação na Câmara dos Deputados que trata justamente sobre o tema, que segundo ele, também deve estar no cerne das discussões. “Não se justifica o senador ter oito anos de mandato e o próprio presidente da República ter quatro anos”, observa ele.

Wilson também afirma ser um dos defensores do financiamento público de campanha, mas sem a definição de lista partidária, visto que ela evita que o eleitor vote em seu candidato, pois pressupõe o voto apenas em uma lista escolhida sem a participação de outros que não os da cúpula partidária, que também serão indicados pelo comando partidário e não da aceitação popular. Wilson lembra que também é por esse motivo que o Congresso não avançou muito nessa questão, pois há fortes divergências em relação à inclusão da lista ou não.

Candidato ao senado Federal pela Paraíba, Wilson Santiago garantiu que levará discussões como estas a instâncias maiores do parlamento. Ele entende que o Senado deve ir além de seu "papel revisor" e deve se aproximar ainda mais da população.  “Vou fazer com que o Senado não seja apenas a capa revisora, mas que se preocupe realmente com todas as questões que influenciem a vida de cada um dos brasileiros e a reforma política é uma dessas questões. Precisamos tornar nosso processo eleitoral mais transparente e cada vez mais democrático. Já avançamos muito com a aprovação do projeto Ficha Limpa, mas podemos avançar ainda mais”, finaliza o parlamentar que exerce o segundo mandato de deputado federal e é vice líder do Governo Lula na Câmara.

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