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Vou vender empresas e pagar o que devo, diz Silvio Santos sobre PanAmericano

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O dono do PanAmericano e apresentador de TV, Silvio Santos, afirmou que fará o que for preciso para pagar o empréstimo de R$ 2,5 bilhões que precisou contrair para se livrar de problemas no banco. Ele afirmou que pode vender algumas de suas empresas e até sua participação no banco.

"Vou fazer de tudo para não vender [a televisão]. Mas as demais empresas, por que não? Estou com quase 80 anos e não tenho interesse especial em bancos ou indústrias de cosméticos", afirmou Silvio em entrevista à revista "Veja".

Silvio afirmou ainda que a fraude bilionária em seu banco pode ter sido feita para aumentar os bônus dos executivos.

"O que está me parecendo agora, mas não estou 100% certo, é que a operação era mesmo deficitária e os executivos, também para garantir seus prêmios, falsificaram a contabilidade"", afirmou.

O empresário contou ainda que negociou com o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para pagar os R$ 2,5 bilhões emprestados em dez anos, recusando juros, apenas corrigidos pela inflação. A carência é de três anos para começarem a vencer as parcelas semestrais.

O apresentador afirmou que o episódio o fez desistir da aposentadoria programada para o ano que vem e que a TV só venderá em caso extremo.

ENTENDA O CASO

O Grupo Silvio Santos, o acionista principal do PanAmericano, anunciou que deve colocar R$ 2,5 bilhões no banco para cobrir um prejuízo causado por uma fraude contábil. Em seu comunicado oficial, a diretoria do banco menciona "inconsistências contábeis".

O BC descobriu que o PanAmericano vendeu carteiras de crédito para outras instituições financeiras, mas continuou contabilizando esses recursos como parte do seu patrimônio. O problema foi detectado há poucos meses e houve uma negociação para evitar a quebra da instituição, já que o rombo era bilionário.

A quebra só foi evitada após o Grupo Silvio Santos assumir integralmente a responsabilidade pelo problema e oferecer os seus bens para conseguir um empréstimo nesse valor junto ao Fundo Garantidor de Créditos. Como o fundo é uma entidade privada, não houve utilização de recursos públicos. Além disso, a Caixa Econômica Federal, que também faz parte do bloco de controle, não terá de arcar com a perda.

A Polícia Federal informou que instaurou, nesta sexta-feira, inquérito policial para apurar a eventual prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O Ministério Público Federal informou que também vai investigar as transações do banco.

 

Folha Online

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