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Vital: falta de combate levou crack a 4 mil municípios

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O deputado federal e senador eleito Vital do Rego Filho, Vitalzinho (PMDB-PB) disse que a falta de uma política voltada para ações específicas de combate ao consumo de drogas no Brasil levou o crack a quase 4 mil municípios do país. Ele fez o alerta da tribuna da Câmara e defendeu uma aparelhagem mais eficaz das polícias como forma de combater a disseminação da droga.
 
Esta não foi a primeira vez que Vitalzinho usou a tribuna para alertar sobre a questão do crack. A última vez foi em maio, quando já havia uma preocupação das autoridades sobre o assunto. “Mas as últimas notícias foram ainda mais assustadoras”, disse.
 
Os dados apresentados por Vitalzinho são da Confederação Nacional de Municípios – CNM, segundo os quais o consumo de crack já se alastrou por quase 4 mil municípios brasileiros. “Não há integração entre a União, os Estados e os municípios. Nada tem sido feito. É uma grande preocupação, Senhores Deputados”, alertou Vital Filho.
 
Segundo ele, o governo lançou, em maio deste ano, o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas. “Mas até agora (o plano) ainda não saiu do papel, as ações ainda não foram iniciadas por falta de orçamento”, disse ele.
 
Vitalzinho mostrou que apenas 14,78% das cidades pesquisadas afirmaram possuir Centro de Atenção Psicossocial (Caps), que oferece atendimento e acompanhamento clínico de pessoas com transtornos mentais, entre eles usuários de drogas. “Esse Plano do Governo previa o aumento desses centros nos municípios que têm sido mais afetados pelo consumo, mas sem recursos não há possibilidade de implantação de centros” disse.
 
Sem apoios – Vitalzinho citou que só 8,43% das cidades brasileiras alegaram possuir algum programa municipal de combate ao crack. Porém, mesmo sem um programa definido e com a falta de apoio das demais esferas de governo, 48,15% dos municípios realizam campanha de combate ao crack, aponta a pesquisa.
 
O Plano Integrado para Enfrentamento do Crack destina R$ 410 milhões do orçamento para duplicar, ainda em 2010, o número de vagas para internação de usuários da droga. “O plano também visa treinar profissionais na rede pública de saúde e assistência social para atender os usuários e a família, além de medidas de combate ao tráfico”, afirmou.
 
Vitalzinho lembrou que a presidente eleita Dilma Rousseff, em diversas ocasiões, citou o combate ao crack como uma de suas prioridades no plano de governo. “Ainda como pré-candidata, Dilma afirmou que estava preocupada com a droga, que, segundo ela, ‘mata, é muito barata e está entrando em toda periferia e em pequenas cidades’, prometendo enfrentar ‘essa ameaça com autoridade, carinho e apoio’”.
 
Ele finalizou pedindo que o governo “atue de forma mais eficaz no combate ao crack, aparelhando adequadamente as Polícias Federal e Civil dos Estados, para que se faça uma abordagem mais efetiva no combate a essa droga e aos traficantes, que aliciam crianças, jovens e adultos, levando cidadãos ao mundo do crime e à morte”.

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