Vice-governador e jornalista discutem no rádio

O jornalista Wellington Farias, do Sistema Correio da Paraíba, divulgou na tarde de ontem, em seu microblog Twitter, um episódio de violência do qual seus filhos foram vítimas na cidade de Serraria, onde foram passar os festejos de São João. "Minha familia foi agredida por pessoas que nem conhecem, na minha ausência. Partidários do Dr Romulo, Eva e Romero", escreveu ele, numa referência clara ao vice-governador Rômulo Gouveia, à esposa e deputada Eva Gouveia e ao deputado federal Romero Rodrigues.

Em seguida, Wellington acrescentou: "Muitos atos de violência são praticados por cabos eleitorais que por terem apoios de deputados, senadores etc, apostam na impunidade". Finalmente, ele relatou que iria procurar as autoridades competentes para pedir segurança a ele e à família: "Com o apoio da API, Sindicato dos Jornalistas e Fenaj vou hoje à Secretaria de Segurança Pública pedir garantias para mim e minha familia".

A agressão relatada por Farias foi explicada por ele próprio como resultado de críticas feitas à gestão do prefeito de Serraria, Severino Ferreira da Silva (PSDB).

Hoje à tarde, o assunto foi motivo de discussão entre Wellington Farias e Rômulo Gouveia. O jornalista disse que os agressores de seus filhos teriam revelado um suposto apoio

– Minha família se viu encurralada numa atitude covarde de partidários seus. Lá eles usam esse negócio de dizer que são aliados do vice-governador, do deputado fulano e da deputada fulana de tal. Eu queria que o senhor dissesse se apóia esse tipo de baderna  – provocou Wellington.

– Acho que você está equivocado. Se eu fosse entrar em questões de todos meus partidários na Paraíba inteira, eu é que estaria equivocado. Eu também me senti encurralado, chateado, porque você passou o final de semana usando meu nome e o da minha esposa indevidamente. Eu não estava lá. A disputa eleitoral não tem nada a ver com assunto pessoal. Não era um evento meu nem da minha esposa. Era uma festa junina. Eu não me responsabilizo nem com fatos que envolvam meus filhos. Não posso me responsabilizar por incidentes em que meu nome é usado. Eu não sou da violência. Sou da paz. Não agrido nem meus opositores. Eu acho que você está procurando o caminho errado. Vá à polícia, ao Ministério Público, à Justiça, Vá atrás de seus direitos, mas não me envolva – devolveu Rômulo.

– O senhor não entendeu minha pergunta… eu queria saber se o senhor apóia isso – ponderou Farias.

– Eu entendi perfeitamente. Você passou o final de semana falando nisso. É claro que eu não apoio isso. Não sou a favor deste tipo de coisa. Eu separo as questões políticas e partidárias das questões pessoais. Do mesmo jeito que você se sentiu incomodado com o episódio, eu fiquei incomodado porque os sites da Paraíba e no Twitter, meu nome e o da minha esposa foram envolvidas. Se você quer me envolver, é uma questão pessoal sua. Eu não posso concordar e nem aceitar. Não era um ato público e nem de Governo. Eu não tenho nada a ver com isso. Nada, além da sua mente, me vincula a este episódio. E isso eu não aceito de você e nem de homem nenhum – respondeu Rômulo.

– Eu não acusei o senhor. Eu disse que são partidários seus porque eles são. Na campanha eleitoral, o senhor vai para o palanque e diz que eles são decentes. Então, o senhor avaliza eles! – devolveu Wellington.

– Você está usando a influência de jornalista conceituado e o microfone de um programa de rádio e ninguém ouviu o outro lado. Você diz que essas pessoas fazem tráfico de influência, mas é preciso ouvir o outro lado. Pode ter certeza que você está usando seu tráfico de influência – resumiu o vice-governador.

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