Vereadora vota contra requerimento e diz que Dom Aldo é “um ditador”

“O arcebispo é um ditador que se instalou na Arquidiocese da Paraíba. Eu quero que ele (dom Aldo) seja deportado do nosso estado o mais rápido possível, porque não representa a verdadeira face da Igreja Católica na Paraíba”. O desabafo foi feito pela vereadora Sandra Marrocos (PSB) ao esclarecer porque não votou a favor do "Voto de Solidariedade" proposto pela vereadora Raíssa Lacerda (DEM) ao arcebispo da Paraíba, dom Aldo Pagotto.
 
Sandra foi mais além em suas críticas e acusou o religioso de desrespeitar as pastorais e os segmentos que trabalham com os portadores do HIV-Aids. “Eu pensei que ele (o arcebispo) tivesse vindo para o estado para somar e dar continuidade ao que dom Marcelo realizou”, declarou. Para ela, dom Aldo faltou com respeito também com a candidata à Presidência da república Dilma Rousseff (PT), ao acusá-la, num vídeo, de ser a favor do abordo.
 
Mesmo com a posição contrária de Sandra, o "Voto de Solidariedade" foi aprovado por 16 parlamentares da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP). O vereador Benílton Lucena (PT), inicialmente, era contra a proposta, mas voltou atrás e só votou a favor depois de uma alteração no texto do requerimento, com a retirada da expressão “que dizia que setores político-partidários estariam tentando difamar a imagem do religioso”.
 
Os vereadores Edmílson Soares (PSB) e Mangueira (PMDB) cobraram, na ocasião, mais respeito pelo arcebispo. “Em alguns momentos, o arcebispo pode até ter entrado em algumas bolas divididas. Mesmo assim, não é bom se promover ato de protesto contra dom Aldo”, comentou Soares. Por sua vez, o peemedebista lembrou que a Constituição é clara e diz que as pessoas têm o direito de ir e vir e à liberdade de expressão.

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