Vereador rebate panfleto anônimo e recebe solidariedade dos colegas

O vereador Fernando Milanez (PMDB), na sessão ordinária da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) da manhã da terça-feira (14), usou a tribuna para tratar dos panfletos apócrifos (anônimos) distribuídos na cidade na última sexta-feira (10), com denúncias de fato ocorrido na vida do parlamentar há 40 anos.

Através de panfletos anônimos, o vereador estaria sendo acusado do homicídio de um taxista, crime ocorrido há mais de 40 anos, na Lagoa do Parque Solon de Lucena. Para o vereador, o fato trata-se de polêmicas geradas nos “porões da política paraibana”.

“Vou falar sobre um tema, mas só falarei uma vez. Pensei muito, pedi conselhos. E falo pela minha cidade, telespectadores da TV Câmara e meus colegas, porque aqui é a nossa segunda casa. Existem mentes sujas e sórdidas destilando calúnias e discórdias. E sei quem está por trás disso. Eu conheço as práticas. Grupo político querendo derrubar um líder da oposição com fatos de 40 anos atrás. Posso afirmar que não fui a júri e todo meu patrimônio está no meu nome e tem muitos que não podem ter. Não tenho do que me envergonhar. Política não se faz assim, se faz com bom debate” desabafou Milanez.

Todos os vereadores presentes à sessão solicitaram apartes ao parlamentar. O presidente da Casa, vereador Durval Ferreira (PP), considerou o acontecimento “uma chacota” e lembrou do valor da família de Milanez para a Capital paraibana e a presença do vereador em seu quarto mandato na Casa Napoleão Laureano.

O vereador Tavinho Santos (PTB) lamentou a prática de lançamento anônimo de panfletos denegrindo a imagem de um homem público. E o vereador Ubiratan Pereira, o Bira (PSB), declarou: “Todo anonimato é covarde. E o senhor tem como identificar quem fez esse ato covarde. Precisamos de respeito e civilidade nesta Casa”.

O líder da bancada governista, vereador Bruno Farias (PPS) parafraseou Napoleão Bonaparte: “Eu prefiro enfrentar um batalhão pela frente a enfrentar o vento pelas costas”. E continuou: “Vossa excelência já foi julgada pelos homens e pela entidade superior. Isso agora tem que ficar sepultado e faço uma confissão: dentre outras razões que me motivam no trabalho neste Legislativo da Capital, uma delas é poder conviver com o senhor no contraponto, porque sei que está do outro lado um parlamentar completo. O sangue dessa família corre na história desta cidade”.

Durante seu pronunciamento, Milanez declarou: “Estou em sintonia com Deus, já me entreguei a ele definitivamente. Estávamos no lugar errado, na hora errada”, além de evocar a história de sua família e o respeito e amor a sua mãe para fortalecer sua dignidade.
 

Comentários

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.