Veneziano recebe diretor da Chesf e trata de melhorias em aeroporto

O diretor de Engenharia e Construção da Chesf, Engenheiro José Ailton de Lima, estará em Campina Grande nesta quarta-feira, 13, para uma reunião com o prefeito Veneziano Vital do Rêgo. O encontro foi agendado na semana passada, quando Veneziano participou de audiência com o presidente da Infraero, Cleonilson Nicácio Silva, em Brasília, na companhia do deputado federal Vital do Rego Filho, para tratar da instalação dos equipamentos ILS e VOR no Aeroporto João Suassuna.  

Durante o encontro, Cleonilson confirmou a Veneziano e a Vital Filho que a empresa já adquiriu o equipamento VOR e que o caso do ILS está em estudo. "Ele confirmou que ainda este ano, após mais de três anos de solicitações e de muita luta em Brasília, o VOR será instalado no João Suassuna", disse Veneziano. Ainda durante a audiência o presidente da Infraero recebeu a informação, por parte do prefeito campinense, de que o problema do lixão da cidade, que fica próximo ao aeroporto, está sendo solucionado.

 Veneziano disse que o projeto do Aterro Sanitário da cidade, que se constitui num problema de mais de 20 anos, já foi aprovado e está incluído nas obras do Plano de Aceleração do Crescimento – PAC, devendo ter suas obras iniciadas ainda neste ano de 2008, numa área livre das restrições dos manuais internacionais de segurança de voo. Porém, na audiência, Cleonilson Nicácio alertou para um outro problema envolvendo o aeroporto campinense, bem mais grave que os dois já praticamente solucionados: a existência de três torres de transmissão da Chesf instaladas na cabeceira da pista.

Cleonilson Nicácio apresentou o esboço de um novo plano de segurança aérea internacional, cujas diretrizes entrarão em vigor a partir de 1.º de janeiro de 2011, em todos os aeroportos do planeta. No plano, há referência à presença de linhas de transmissão de energia elétrica nas proximidades dos aeroportos, limitando operações nos que não atendam às novas especificações, que é o caso do João Suassuna.

O alerta preocupou Veneziano e Vital Filho, que saíram da reunião decididos a resolver a questão, sob pena de Campina Grande ficar obrigada a operar, apenas, voos que tenham visibilidade, prejudicando o movimento de aeronaves no João Suassuna à noite e em situações de clima não propício.

"Passamos mais de três anos pedindo o VOR e o ILS e agora vem o alerta, com base nestas novas normas internacionais e, se não for tomada a providência necessária até dezembro de 2010, mesmo com a instalação dos equipamentos de auxílio à navegação não poderemos operar vôos noturnos ou em condições de pouca visibilidade, no nosso aeroporto. Por isso a necessidade de providências urgentes", afirmou Veneziano.

Diante do problema, a visita do diretor da Chesf, acompanhado de técnicos da empresa, será de grande importância para o início dos estudos visando a relocação das três torres de transmissão – duas de alta e uma de baixa tensão. "Trata-se de uma operação complicada, que envolve uma engenharia fenomenal, pois mexe com toda a rede de transmissão", alertou Vital.

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