Dom Manoel Delson

Dom Manoel Delson cursou Filosofia e Teologia em Nova Veneza (SP) e no Instituto de Teologia da Universidade Católica de Salvador (BA). É licenciado em Letras e tem Mestrado em Ciência da Comunicação Social, em Roma, na Pontifícia Universidade Salesiana. É Arcebispo da Paraíba.


“Um tesouro no céu que não se acabe.” (Lc 12,33)

A vida humana sempre fora marcada pelo caminho da busca. Buscamos trabalhar muito para manter nossa família. O estudo é uma busca muito determinada na fase juvenil. Quando envelhecemos, buscamos uma imediata qualidade de vida. Enfim, os seres humanos sempre estão em busca de algo. O cristianismo também faz o homem e a mulher buscarem algo; àquilo que não passa: “um tesouro no céu que não se acabe” (Lc 12,33). Neste mês vocacional, a Igreja do Brasil brada a necessidade de se rezar pelas diversas vocações. No domingo anterior, dia 04 de agosto, rezamos por todos os ministros ordenados (diáconos, sacerdotes e bispos). O Reino de Deus para continuar existindo, nesta terra, necessita de vocações santas, de homens que, generosamente, emprestam a voz e as mãos ao Senhor, para que Este continue a pisar o nosso chão, como fizera outrora nas terras da Palestina. O padre é sempre “um homem de Deus, que anuncia Deus” (Papa Bento XV).

No segundo domingo de agosto, celebramos a vocação da família. Também celebramos o dia dos pais. A sociedade doméstica é o primeiro lugar que educa as nossas crianças, tornando-as dispostas para a constante prática das virtudes. O Estado não tem a missão de criar a família, mas a presume. Portanto, devemos cada vez mais reafirmar o nosso compromisso com os laços familiares. O próprio Senhor quis e foi educado no seio de uma família humana: “Desceu então com eles para Nazaré e era-lhes submisso. Sua mãe, porém, conservava a lembrança de todos esses fatos em seu coração. E Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e diante dos homens” (Lc 2,51-52). Não podemos consentir com uma cultura que tenta destruir a autoridade tão necessária da maternidade e da paternidade. O pai tem o papel fundamental de ser como São José, de por vezes, ter que conduzir os filhos pelos caminhos escuros da história. Esta condução deve ser iluminada pela luz de Deus, luz que é maior do que todas as trevas. O homem que exerce responsavelmente sua paternidade sabe que a maior riqueza que poderá deixar para os filhos é o artesanal caminho das virtudes que leva ao céu. Nenhum bem desta vida pode trazer a real felicidade que buscamos ao longo de nossa existência.

O lar de Nazaré, o lar de Jesus, Maria e José, sempre será a escola que ensina que tudo
na vida passa, inclusive, os bens que buscamos agitadamente. Nada poderá tirar a paz de uma família que permanece unida e reza em qualquer circunstância. Escolhamos, pois, o Evangelho de Jesus, que sempre nos porá diante do estilo de vida: a família cristã sempre ensinará aos seus filhos o caminho do céu!

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