Trocolli revela que PMDB cogita aliança com Cássio para 2014

O deputado estadual Trocolli Júnior (PMDB) concedeu hoje uma entrevista bombástica ao Tambaú Debate da Rádio Tambaú FM. Nos estúdios, ele revelou que seu partido cogita a possibilidade de aproximação com o tradicional adversário, Cássio Cunha Lima (PSDB) para as eleições de 2014.

– Ninguém tem bola de cristal, mas eu entendo que vamos ter vários candidatos em 2014. Não desprezo a possibilidade de Cássio Cunha Lima ser candidato a governador. Por que o PMDB não poderia estar com ele? Vamos conversar também com Veneziano. O que vai acontecer daqui para lá é de vaca desconhecer bezerro. Tenho andado pelo Estado e tenho notado que há um movimento para lançar várias candidaturas. O PMDB é o fiel da balança. Nós podemos decidir uma eleição. Para onde o PMDB pender, define a eleição.

Em outro ponto da conversa, Trocolli confirmou que o colega Gervásio Filho foi convidado para a Chefia de Governo:

– Existiu um convite do PSB ao PMDB para o Governo. Gervásio Filho foi convidado para o Gabinete Civil porque o Governo não tem um articulador político, que hoje é o meu amigo Nonato Bandeira. Quem sabe o PMDB não pode se juntar ao PSB? O maior líder do PMDB é José Maranhão e tem votos. O PSB chegou ao Governo por causa de Campina Grande e de Cássio Cunha Lima, mas o PMDB tem muito voto.

Segundo o deputado, o convite chegou a ser encaminhado para a análise do partido. José Maranhão e demais membros da executiva estadual consideraram "cedo demais" a composição, que não seria compreendida pela população.

Trocolli também havia declarado, antes de cogitar a possível aliança com Cássio Cunha Lima, ter sido celebrado um acordo de cerca de 15 deputados, elegendo o presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Marcelo (PSDB) como líder do bloco, que marcharia unido para as eleições de 2012 e 2014. Ao Tambaú Debate, Trocolli confirmou o agrupamento de parlamentares, a carta branca dada ao presidente do legislativo e defendeu a "oxigenação" no comando da oposição.

– Tenho profundo respeito por José Maranhão. Ele tem serviços prestados à Paraíba, mas nós que fazemos o PMDB temos a consciência de que o partido tem necessidade de reoxigenar. A sucessão é um fato natural da vida. Eu também terei que me afastar para alguém tomar meu lugar. Existe esse sentimento íntimo de Maranhão, que vai ter que reconhecer que precisamos espaços maiores no partido e nas decisões partidárias.

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