Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Chairman da Light Infocon Tecnologia S/A, VP da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado da Paraíba e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP.


Três Primeiros Lugares

No último dia 3 de dezembro, foi realizado no Instituto Eldorado (www.eldorado.org.br), localizado na UNICAMP, na cidade de Campinas, São Paulo, a edição 2019 do INCODAY – International Cooperation Day (Dia Internacional de Cooperação), evento anual realizado pela BRAFIP (www.brafip.org.br). Dentre as empresas de base tecnológica que estiveram presentes ao evento, seis eram do “ecossistema” de tecnologia de Campina Grande, que apresentaram sete produtos/soluções (previamente selecionados).  No modelo adotado no INCODAY o público presente “serve como avaliadores” dos produtos/soluções mostrados e no final é feita uma votação (atribuindo-se uma nota de 1 a 5, com base em alguns critérios específicos) e escolhidos os três melhores. As empresas de Campina Grande conquistaram os três primeiros lugares! Pela ordem: Em 1º Lugar: O projeto “Kids Money” com nota de 4,43 (o máximo é cinco); Em 2º Lugar: o Produto “Captor” (da empresa CGS Sistemas) com 4,37 e em Terceiro Lugar, a solução “Tech Tênis” (da Roots 3D), com 4,30. Merece destaque ainda, os dois projetos da empresa ALDATA, que ficaram em 4º e 5º lugares (com média 4,20 e 4,17), mostrando assim, a força das nossas empresas de tecnologia. O apoio do SEBRAE-PB e do Parque Tecnológico possibilitou a presença das empresas no Instituto Eldorado.

INCODAY 2020

A ótima participação das empresas de Campina Grande, que inclusive já haviam se destacado na Edição 2018 realizada no “Porto Digital”, em Recife, “ajudou” a Diretoria da BRAFIP a decidir por Campina Grande como sede da “Edição 2020 do INCODAY”. O evento será realizado no dia 3 de dezembro de 2020 na cidade e já conta com o apoio do SEBRAE-PB, do Parque Tecnológico e da ACCG – Associação Comercial e Empresarial de Campina Grande.

PISA

Fruto de vários equívocos, segundo vários especialistas, na politica educacional adotada no Brasil, nos últimos anos, o País caiu no “ranking mundial de educação em matemática e ciências e fica estagnado em leitura e interpretação de textos”, três matérias de importância fundamental, para que os jovens tenham oportunidades profissionais e propiciem ao país ganho de produtividade e desenvolvimento econômico. Denominado de PISA (Programme for International Student Assessment) e realizado pela OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico em 80 países (antes eram 70), o “Programa Internacional de Avaliação de Estudantes”, Edição 2018, manteve os alunos brasileiros longe (e muito) dos países mais desenvolvidos. Por exemplo, estamos entre “os últimos 10 colocados em matemática”, disciplina base para as áreas de engenharia e computação. Em “ciências” ficamos atrás de 65 países e em leitura e interpretação de textos, o Brasil ficou atrás de 50 países, a mesma posição obtida em 2015! Algo precisa ser feito com urgência, pois o futuro do país está em jogo. E ainda tem gente defendendo o atual ”modelo” educacional!

PL 383/2017

Um levantamento realizado pelo “Instituto de Pesquisas Newzoo” (www.newzoo.com) especializado em inteligência de mercado de “games, eSports (esportes eletrônicos) e smartphones”, mostrou que o Brasil é o terceiro maior público de eSports do mundo, com quase 8 milhões de espectadores mensais, perdendo apenas para a China e os Estados Unidos”, com um crescimento de público de 20% em apenas um ano! Em nível mundial, o crescimento é semelhante e já sinaliza, em pouco tempo, para concorrência acirrada com os esportes tradicionais. Um dos motivos deste crescimento, é o aumento vertiginoso  “do acesso à smartphones e Internet móvel”, pela população. Visando regulamentar a pratica dos eSports no Brasil, o Senado está discutindo o PL 383/2017, que visa “melhorar o controle e organização  dos campeonatos de jogos eletrônicos,  regularizar os jogadores e técnicos como profissionais registrados e reconhecidos, garantindo assim, os mesmos direitos que gozam os profissional dos esportes tradicionais”. O Projeto de Lei está em discussão pública e deve ser votado ao longo do ano que vem.

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