Teto da delegacia de Catolé do Rocha desaba e quase atinge policiais

O teto de gesso da delegacia Regional de Catolé do Rocha (8ª DRPC) desabou na manhã deste sábado, 25, e quase atingiu policiais civis e populares que estavam no local. Segundo informações preliminares, o fato ocorreu devido a inúmeras goteiras existentes no telhado, que causaram a deterioração do revestimento de gesso. A Delegacia Regional de Catolé do Rocha centraliza praticamente todo o atendimento da regional, já que é a sede da DRPC.

A diretoria da Associação dos Policiais Civis do Estado vai visitar o prédio na próxima quarta-feira, 28. O presidente da entidade, Flávio Moreira, adiantou hoje que pedirá providências ao Secretário da Segurança e Defesa Social, Gustavo Gominho, na segunda-feira. Flávio Moreira afirmou ainda que recebeu informações de que o orçamento do estado para a área de segurança pública foi reduzido de R$ 19 milhões no ano de 2008 para apenas R$ 7 milhões em 2009.

“Essa informação talvez explique parte da crescente violência que assola o nosso Estado e até o presente momento o governador José Maranhão sequer nos recebeu para conversar. É muito pouco para a promessa de prioridade em Segurança Pública, repetida diariamente pelo nosso Governador. Outro fato que nos chama a atenção é a idéia de que comprar viatura e promover desfiles, como no governo anterior, venha a ser repetida, pois enquanto a bandidagem usa fuzil 7,62mm, os policiais têm de combatê-los com munição racionada, já que a gestão anterior deixou um débito com a CBC – Companhia Brasileira de Cartuchos, que é a única fornecedora de munição em território nacional e por isso o Estado está impedido de comprar munição, cujo estoque está próximo do fim.”, afirmou Flávio Moreira.

A Aspol irá definir uma data para realização de uma mobilização na Praça João Pessoa: “A mais de quatro meses estamos esperando audiência com o governador e não nos foi dada nenhuma atenção e a categoria tem pressionado por soluções”, afirmou Flávio Moreira. Os policiais admitem realizar um acampamento em frente ao Palácio da Redenção para forçar uma audiência com o governador da Paraíba, José Maranhão.

Até o final do mês, continuarão as visitas a todas as regionais para a mobilização dos policiais civis, tendo em vista a aproximação do mês de setembro, quando finda o prazo solicitado pelo Governo para oferecimento de uma proposta salarial. O presidente da Aspol afirmou ainda que “a categoria está tendo compreensão com o Governador Maranhão e vem aguardando pacientemente, levando em conta o grande esforço do Secretário Gominho, do Delegado Geral Canrobert Rodrigues e a atenção ofertada pelo Vice Governador Luciano Cartaxo, porém sem o início das negociações fica difícil trazer respostas aos companheiros. Sabemos das dificuldades encontradas, porém também estamos cientes de que já decorreu tempo considerável para mensuração do quadro econômico. Esperamos que o Governador possa nos atender brevemente, pois o que escutamos é que se o Secretário da Segurança e o Delegado Geral fossem outros, a Polícia Civil já estaria em greve, já que estamos recebendo a mesma remuneração de categorias de nível médio, mesmo sendo de nível superior", desabafou Flávio. Hoje, um policial civil que precisa ter graduação de nível superior para o ingresso na carreira está recebendo menos que um Agente Penitenciário, cargo que exige apenas o nível médio.

Outro ponto abordado foi a questão da pouca importância que vem sendo dada pelos parlamentares federais paraibanos às PECS 340 e 356 da Polícia Civil e por isso o Presidente da Aspol terá audiência com os autores das propostas, nos dias 10, 11 e 12 de agosto, período em que visitará os gabinetes paraibanos no Congresso Nacional.

"A data da manifestação será decidida ainda até o final de semana e todos esperamos que não sejam necessárias paralisações para que o Governo possa sensibilizar-se com a categoria. Vários direitos foram retirados dos policiais civis nos últimos anos e a devolução destes é compromisso assumido pelo Governador Maranhão desde a campanha de 2006", resumiu Flávio Moreira.

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