Tayrone rechaça corrupção e explica contrato de R$ 5,8 mi

O prefeito de Sousa, Fábio Tayrone (PTB), afirmou ter "acabado com a corrupção" desde que chegou à chefia do executivo municipal. Em uma referência direta ao antecessor, Salomão Gadelha (PMDB), ele citou como exemplo de sua argumentação a redução nos valores gastos com combustíveis:

"Antes, a Prefeitura gastava R$ 390 mil com combustíveis. Hoje, nós pagamos R$ 40 mil. Curiosamente, enquanto os salários dos funcionários e outros tipos de pagamentos atrasavam, essa conta da gasolina era paga religiosamente em dia. Talvez, porque o credor fosse o posto do ex-vice-prefeito", alfinetou Tayrone.

Apesar de criticar o antecessor, Tayrone também tem sido alvo de comentários ácidos por causa da licitação realizada para gerir o trânsito da cidade. A empresa vencedora do pregão, Construtora Laço Detectores Eletrônicos Ltda (Consladel), arrebatou um contrato de R$ 5,8 milhões. O valor chamou a atenção, mas foi considerado "normal" pelo prefeito:

"A empresa foi a única a participar do pregão. Quando eu vi o valor, me surpreendi, mas depois vi que era normal. Esse dinheiro não vai sair dos cofres da Prefeitura, na verdade. Vai ser arrecadado com o próprio trânsito, em forma de multas. Acredito que não chegue a isso, não. E também temos que explicar que esse valor é pelos quatro anos de gestão", disse.

A intenção da Prefeitura ao contratar a Consladel é implantar uma sinalização vertical, lombadas eletrônicas e semáforos.

As declarações do prefeito de Sousa foram feitas à Rede Paraíba Sat, durante entrevista concedida ao projeto "E agora, prefeito? 100 dias de gestão".

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