Site do PT é invadido e partido insinua que a culpa é da oposição

Pelo segundo dia seguido, o PT teve de tirar seu site do ar. Como anteontem, o partido diz ter sido vítima de hackers. Desta vez, em nota oficial, a sigla insinua que a oposição está por trás dos ataques virtuais.

De acordo com a assessoria petista, os invasores colocaram no site uma imagem do pré-candidato do PSDB, José Serra, e um pedido de voto ao tucano.

A nota fala em "suspeitas levantadas desde ontem [anteontem] de que o incidente estivesse ligado a uma "guerra suja na internet" deflagrada pelos aliados do candidato tucano José Serra" e traz declarações do secretário nacional de comunicação do partido, André Vargas.

"Esperamos sinceramente que a candidatura adversária não esteja estimulando esse tipo de comportamento. Isso é péssimo para a democracia."

Irritado, Vargas voltou, em conversa com a Folha, a creditar o ataque a simpatizantes da candidatura Serra. "Eles [os integrantes do partido] dão o tom, e a cachorrada faz o trabalho sujo", afirmou.

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), repudiou as insinuações de que os tucanos estariam por trás da invasão virtual. "Nos causa indignação. Se o PT tem preocupação conosco nesse assunto, pode dormir tranquilo", disse. Guerra defende que a Polícia Federal investigue a invasão do site.

"É bom que isso seja esclarecido para que as coisas comecem em ordem. Não gostamos desse expediente", afirmou.

Segundo o secretário de comunicação petista, o partido irá contratar uma empresa de consultoria permanente para prevenir novas invasões.

Eduardo Graeff, coordenador da equipe que o PSDB mantém para turbinar na internet a campanha de Serra, também respondeu. Disse que os tucanos não tiram nenhuma vantagem desse tipo de situação e rechaçou a possibilidade de a invasão ter partido de alguém do estafe do partido.

"Acho que o PT deve pedir uma investigação severa às autoridades. Esse tipo de ataque não nos favorece. Pelo contrário, pode despertar em simpatizantes do PT a vontade de invadir o site do PSDB, por exemplo", ressaltou. "Desse jeito vamos passar mais tempo corrigindo esses ataques do que discutindo a política do país."

Folha de S. Paulo

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