Sinduscon-JP lamenta “lockdown” e vê inoperância de João e Cartaxo

O Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa emitiu nota em que repudiou a ação do Governo do Estado e dos prefeitos da região metropolitana de João Pessoa em decretar isolamento social mais rígido, o qual o Sinduscon-JP classificou como “intransigente ‘lockdown’, embora como eufemismos”, que é uma figura de linguagem usada para suavizar termos mais fortes, como é o caso da palavra ‘lockdown’.

O Sinduscon-JP cobra que emprega e gera renda e receita para os cofres estatais, mas que vem sendo tratado com intolerância pelos governos municipais e estadual, “postura essa nunca antes adotada nos 40 anos de história deste ente associativo que tanto faz em prol da sociedade paraibana e sempre agiu e respeitou a legalidade e, sobretudo, o diálogo franco e transparente.”

A entidade argumenta que cumpre desde 10 de março com as condições de prevenção contra o novo coronavírus, com uso de equipamentos de proteção individual (EPI’s) nos canteiros de obras, e com outras ações. “Visando proteger a saúde de todos os colaboradores, familiares e pessoas envolvidas, investiu pesado na aquisição de EPIs, instrumentos de pulverização/higienização dos canteiros, termômetro de medição do pessoal, sem falar na instalação de comitês e ações de conscientização e de solidariedade dirigidos não apenas aos trabalhadores, mas, sobretudo a toda sociedade civil.”

O Sinduscon-JP disse que “a categoria é surpreendida, neste dia, 30/05/2020, com a edição do tirânico Decreto nº. 40.289/2020 o qual, embora com eufemismos, instituiu o intransigente “lockdown”.”

O órgão declarou que “essa medida, típica de regimes déspotas, revela a inoperância de Governos que foram incapazes de entregar aquilo que haviam prometido e também fracassaram na obrigação de ouvir a sociedade civil, uma vez que à exceção do Prefeito Vitor Hugo e do então Prefeito Berg Lima, nenhum dos demais “administradores públicos” teve a decência de considerar os argumentos e providências tomadas pelo segmento em prol da categoria operária e da sociedade em geral.”

O Sinduscon-JP considera que vai cumprir com o Decreto, embora discorde da aplicação do isolamento social mais rígido. “Sendo assim, embora o SINDUSCON-JP, mantendo sua postura de legalidade e respeito, oriente as empresas de construção civil, independente da condição de filiada, ao cumprimento das imposições administrativas, mesmo quando arbitrárias, não esquecerá o tratamento dispensado por Suas Excelências, os “Gestores Públicos” e continuará lutando em prol da combativa sociedade paraibana e em favor dos direitos da categoria e de seus colaboradores contra as injustas decisões daqueles que tiveram mais de 90 dias para agir, porém quase nada fizeram e ainda transferiram o ônus de sua inépcia a toda sociedade paraibana.”

 

4 comentários

  • Alberto
    15:50

    Ditadura imposta por esses governantes… Que querem longos prazos de estado de calamidade, por suas incapacidadedes, de solução do caso!!

  • tony
    15:50

    Realmente, uma falta de competência, dos órgãos públicos…

  • Angela
    15:50

    Concordo plenamente. Se o poder público não agiu de forma correta ele não pode transferir sua inabilidade aos cidadãos e trabalhadores, que junto com sua mão de obra pagam seus tão pesados encargos para sustento da máquina pública.

  • DOGIVAL BARBOSA TAVARES
    15:50

    Enfim uma voz se levanta em meio a essa população anestesiada.

Comentários