Sindicato dos Médicos pede sensibilidade de Luciano Agra à greve

O sindicato dos Médicos do Estado da Paraíba – SIMED/PB emitiu uma nota na noite desta sexta-feira, 08, para esclarecer alguns fatos, após a juíza Maria das Graças Morais Guedes, ter determinado o restabelecimento dos serviços suspensos na última segunda-feira (04).

 
Em nota, o sindicato informou que os médicos trabalharam com efetivo de 100% nas unidades, atendendo apenas os casos de urgência e emergência, como também, que enviou ofício, no dia 07 de abril, a secretária do município de João Pessoa, Roseana Meira informando que seria mantido o número de 50% do corpo clínico em cada unidade de saúde. Portanto, atendendo a determinação da juíza Maria das Graças Morais Guedes.
 
O sindicato disse ainda que a secretaria usou de má fé quando não solicitou que fosse mantido os 50% em funcionamento a partir do dia 07 de abril de 2011. E por fim, pediu sensibilidade do prefeito Luciano Agra e  cordialidade com a categoria médica.
 
NOTA OFICIAL DO SIMED/PB
 
Diante do pedido de ilegalidade da greve dos médicos, encaminhado pela prefeitura de João Pessoa, o Sindicato dos Médicos do Estado da Paraíba – SIMED/PB vem esclarecer os fatos:
 
1) Desde o início da greve, dia 04/04/2011, os médicos trabalharam com efetivo de 100% nas unidades, atendendo apenas os casos de urgência e emergência.
2) No dia 07/03/2011, a secretária do município de João Pessoa, Roseana Meira, recebeu ofício nº 91/2011 informando que seria mantido o número de 50% do corpo clínico em cada unidade de saúde para atender os casos de urgências e emergências.
3) Sendo assim, o decidido pela Ilma Dra Maria das Graças Morais Guedes, de forma a garantir a segurança no atendimento a população, vem de encontro ao que o comando de greve já havia avaliado e decidido no dia 06 de abril de 2011.
4) Em coerente decisão, a Ilma juíza diz: “Assim, pesando os fatos e adequando a medida, a antecipação de tutela deve ser deferida em parte, viabilizando a continuidade do serviço público essencial, indispensável à vida, mas também respeitando o exercício do direito de constitucionalidade de greve, mormente em  observância à Constituição Federal, que prevê tanto o respeito à saúde e à vida, como também o direito de greve”.
5) Para nós, a secretária usou de má fé, pois no dia 04 de abril, ainda no primeiro dia de greve, em mesa de negociação, em nenhum momento ela discutiu o assunto com o comando de greve. Sequer fez ofício solicitando que fosse mantido os 50% em funcionamento a partir do dia 07 de abril de 2011.
6) Foram os médicos que decidiram, de forma espontânea, aumentar para 50% o número do efetivo. O Ministério Público já foi comunicado e também iremos comunicar ao Tribunal de Justiça da Paraíba, à juíza Maria das Graças Morais Guedes.
7) Por fim,  pedimos a compreensão da população, assim como a sensibilidade do prefeito Luciano Agra que, ao completar um ano de seu governo, poderia dar mais uma demonstração de cordialidade com a categoria médica.
 
 
Tarcísio Campos, presidente do SIMED/PB
João Pessoa, 08 de abril de 2011
 

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