Sindicalista presta queixa e acusa Guarda Municipal de intimidação

Cláudia Carvalho

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Bayeux, Antônio Radical, denunciou hoje em entrevista ao Parlamentopb uma ação intimidatória a ele e a outros integrantes do Comando de Greve por parte de agentes da Guarda Municipal do Município. Radical prestou queixa na 5ª delegacia distrital e pediu garantias de vida porque estaria sendo seguido por homens armados:

"Desde que iniciamos a greve dos servidores da Educação que passamos a ser seguidos por membros da Guarda Municipal. São homens armados que querem intimidar o nosso trabalho na luta pelo cumprimento dos nossos direitos. Nós prestamos queixa e pedimos garantias de vida para todos os integrantes do Comando de Greve. Se a intenção era reprimir o movimento, eles não vão conseguir", declarou Radical.

Os servidores públicos da Educação entraram em greve ontem, depois de realizar uma assembleia no Colégio Irineu Pinto. Eles pedem 13,46% de reajuste salarial e afirmam que o indíce havia sido prometido pela Prefeitura desde janeiro de 2009:

"Tivemos uma reunião e a Prefeitura prometeu repassar esse reajuste, assim que o Ministério da Educação divulgasse o índice do custo aluno. Nosso acordo era que o percentual seria retroativo a janeiro. Na última reunião que tivemos, a secretária de Educação disse que a Prefeitura não iria pagar mais e pronto. Nós queremos reabrir o diálogo", disse o sindicalista.

Segundo o Sindicato, 95% das escolas da rede municipal de ensino estão paradas: "Os 5% restantes que funcionam, o fazem precariamente e só porque os professores prestadores de serviço são pressionados pelos diretores a comparecer. Mesmo assim, poucos alunos têm ido assistir aulas", completou Radical.

Outra versão – A coordenadora de Comunicação da Prefeitura de Bayeux negou que tenha havido qualquer pressão sobre os funcionários ou intimidação aos grevistas: "Essa informação não procede. A Prefeitura não tomaria essa atitude. O governo é democrático, tem possibilitado o diálogo e não usa esse artifício", disse Patrícia Teotonio, acrescentando que a administração municipal concedeu, em janeiro, 10% de reajuste na Gratificação Específica de Atividade Docente (Gead), além de ter aumentado em 9% a remuneração dos docentes, a fim de enquadra-los no Piso Nacional. Segundo ela, o pedido de novo aumento não tem condições de ser atendido: "Desde janeiro, só 5% da verba do Fundeb foi aumentado. E isso é verba carimbada que não pode ser usada para reajustar o salário dos professores".

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