Serra eleva tom de críticas em discurso durante comício no Rio

O candidato à Presidência José Serra (PSDB) intensificou as críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva em discurso na praia de Copacabana. Serra afirmou que a população não quer mais escândalos e que agora já são três ou quatro por semana.

O tucano ainda fez críticas ao uso da máquina pública pelo governo na candidatura de Dilma Rousseff (PT). Lembrou que o ex-presidente FHC se limitou a declarar seu voto e disse que o presidente hoje deixa o governo de lado para participar da campanha.

"Democracia para nós não é instrumento para chegar ao poder. Não encaramos nossos adversários como inimigos que precisam ser destruídos pelo uso da máquina ou da violência. Nós governamos para todos."

Serra afirmou ainda que o PT implementou dois pesos e duas medidas para o país. Uma para os companheiros e outra para os demais. O candidato lembrou o caso do dossiê dos aloprados, que não prendeu ninguém.

"Precisamos de um governo que tenha caráter e que isso se traduza em honestidade. Não podemos viver em estado de mentira permanente", afirmou o tucano.

Destacando que não pretende privatizar a Petrobras, Serra disse que quer "estatizar as empresas estatais para que elas não sirvam a interesses de grupos aliados". Segundo ele, a Petrobras deve servir ao povo e não como um cabide de emprego ou um elemento eleitoral.

Serra ressaltou que iniciou sua vida na política nacional no Rio e disse que o ato de hoje foi o maior comício eleitoral que ele já participou na vida.

Ele afirmou ainda que estamos diante de sete dias que mudarão a história do Brasil.

APOIO

O comício contou com a participação de diversos representantes de peso. Estavam presentes os governadores eleitos Geraldo Alckmin (PSDB-SP), Rosalba Ciarlini (DEM-RN), Beto Richa (PSDB-PR) e Antonio Anastasia (PSDB-MG).

Os senadores eleitos por Minas Gerais Itamar Franco e Aécio Neves, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), o presidente do PPS, Roberto Freire, os deputados Rodrigo Maia (DEM) e Fernando Gabeira (PV) e o ex-prefeito do Rio Cesar Maia também participaram do ato.

O ex-presidente Itamar Franco disse que Lula esquece a constituição, nega o STF (Supremo Tribunal Federal) e esquece que não inventou o Brasil. Itamar disse que a população não quer continuidade e que, enquanto o presidente nega os princípios democráticos, a população precisa agir por meio do voto.

Ao mencionar as acusações em que Dilma Rousseff afirma que Serra irá privatizar a Petrobras e o pré-sal, Itamar pergunta "quem pode garantir que ela não fará isso?"

Geraldo Alckmin disse que o Brasil vive um momento histórico em que clama por ética, valores, desenvolvimento e afirmou que chega do atraso do PT.

No ato, Aécio Neves disse que "chega de bandalheira" e arriscou uma rima que dizia "Serra presidente pro Brasil ser mais decente".

O vice Indio da Costa ainda agradeceu a presença das atrizes Maitê Proença e Rosa Maria Murtinho.

O carro de som com o candidato parou na rua Miguel Lemos, em Copacabana. A previsão era que o percurso seguisse até o final do Leme.


Folha Online

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