Sensus impede acesso do PSDB aos arquivos de pesquisa eleitoral

O Sensus pediu tempo para analisar a decisão da Justiça Eleitoral e permitir a entrada de técnicos ligados ao PSDB na sede do instituto. Duas pessoas – um especialista em pesquisas eleitorais e um digitador – se encontram na portaria da empresa neste momento, em Belo Horizonte, aguardando a permissão para recolher informações sobre a última pesquisa presidencial feita pelo instituto.

O partido conseguiu nesta quinta-feira, 15, autorização do Tribunal Superior Eleitoral para ter acesso ao sistema interno de controle e coletar dados da pesquisa, como o nome dos entrevistadores, mapas e planilhas, com base no artigo 13 da Resolução 23.190. Os dois técnicos do PSDB apresentaram a decisão do ministro Joelson Dias autorizando a auditoria na pesquisa, mas o instituto alega que não foi oficialmente notificado. O Estado apurou que o Sensus pretende deixar os técnicos entrarem apenas às 16 horas.

O TSE autorizou ao PSDB o acesso a documentos referentes à última pesquisa feita pelo Instituto Sensus, que aponta empate entre os candidatos à Presidência José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). Na prática, o partido entende que a decisão autoriza os técnicos da legenda a entrarem na sede do instituto, em Belo Horizonte, para colher informações sobre o levantamento. A iniciativa tem como objetivo esclarecer como foi feita a pesquisa divulgada pela entidade na terça-feira, 13.

Os advogados do PSDB questionam alterações feitas no registro da pesquisa junto ao TSE – o nome do contratante, que por lei deve ser apresentado à Justiça Eleitoral, foi alterado quatro dias após a apresentação dos dados.

"Diante do exposto, requer que esse Tribunal defira o presente pedido e expeça ofício – a ser entregue aos representantes legais do partido – dirigido ao Sensus, determinando que a empresa dê acesso ao PSDB de todos os dados mencionados no art. 13 e parágrafo único da resolução 23.190", afirmam os advogados na petição impetrada na quarta-feira, 14.

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