Senador reage a declarações de prêmio Nobel de Economia

O senador Roberto Cavalcanti (PRB) criticou hoje no Plenário do Senado Federal as declarações do prêmio Nobel de Economia, Paul Krugman. Para o parlamentar, o economista estaria tentando manipular o mercado no momento em que se tenta abafar a crise de Dubai, paraíso de investidores americanos.
 
Krugman disse semana passada em São Paulo que o fluxo de dólares para o País seria uma “bolha especulativa”. Ele também avisou que finalizaria aplicações pessoais em fundos de investimentos por acreditar que o otimismo com a economia brasileira seria exagerado.
 
“Cabe perguntar a quem interessam as declarações do Senhor Krugman, a que interesses escusos poderia ele estar servindo ao tentar manipular o mercado”, questionou Cavalcanti na tribuna do Senado.
 
O senador classificou a ação do economista como leviana. “Uma pessoa pública da importância do Senhor Krugman, Nobel de Economia, não pode se arrogar o direito de falar o que lhe vem à cabeça como simples pessoa física, sob pena de ser leviano e, até quem sabe, fraudar a opinião pública”.
 
Roberto Cavalcanti destacou as previsões de outro economista – Alberto Ades, do Citigroup para a América Latina – que aposta em crescimento de 5% da economia brasileira próximo ano, com manutenção do crescimento dos investimentos estrangeiros. Pelos dados do Banco Central, o fluxo de capital internacional no Brasil cresceu 225% entre 2001 e 2007 – 30% somente ano passado.
 
Educação – Além de Krugman, outro economista, o professor Sebastian Edwards, da Universidade da Califórnia, também fez previsões pessimistas em relação a economia do Brasil em evento realizado em Buenos Aires. Para Edwards, o entusiasmo dos investimentos não será mantido a menos que o país melhores a educação e desburocratize os investimentos.
 
“Esse diagnóstico deve servir para direcionar as ações do poder público no sentido de aperfeiçoar o sistema educacional e o processo educativo, para que o País realmente possa chegar a um lugar de destaque entre as nações”, admitiu Cavalcanti.

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