Seleção e Neymar encaram os EUA hoje em busca de uma nova história

Recomeço. Essa é a palavra que marca o amistoso entre Estados Unidos e Brasil nesta sexta-feira, às 21h05 (de Brasília), em Nova Jersey, no primeiro compromisso após a Copa do Mundo da Rússia. Recomeço para a Seleção, que viu os bons resultados da Era Tite serem questionados após a eliminação para a Bélgica e agora inicia a busca pela renovação da equipe. Recomeço também para Neymar, que não chegou 100% na competição e saiu do Mundial com a imagem desgastada.

A derrota nas quartas de final para a Bélgica foi apenas a segunda derrota de Tite no comando da Seleção. A campanha de destaque nas eliminatórias e o futebol envolvente pararam em Courtois e em um primeiro tempo sem brilho em Kazan.

O frustrante – e até certo ponto precoce pela expectativa criada – adeus da Copa do Mundo deixa marcas até hoje. Nada melhor então do que um novo ciclo, uma nova chance de reescrever a história.

– A dor da derrota contra a Bélgica ainda é forte, não adianta esconder. Todos me falaram que ficaram semanas sem sair ou querer conversar. Eu mesmo já acordei de noite algumas vezes achando que tínhamos empatado. Não dá para apagar a Copa, até porque ela teve coisas boas. Mas queremos jogar demais amanhã (sexta) – frisou Tite.

Ao longo da semana, o treinador confirmou a escalação com Marquinhos de volta à zaga, Fabinho na lateral direita, Fred no meio-campo e Douglas Costa no ataque. Firmino será o homem de referência e o esquema segue o mesmo: 4-1-4-1.

Camisa 10 será o capitão fixo daqui para frente

Para Neymar, o recomeço será coincidentemente onde tudo começou e agora com uma responsabilidade a mais: a faixa de capitão. A partida desta sexta-feira será no mesmo estádio e contra o mesmo rival da partida de estreia do camisa 10 pela Seleção. Naquele dia 10 de agosto de 2010, o atacante marcou ainda o primeiro de seus 57 gols pelo Brasil.

Neymar já era tratado como o melhor jogador do Brasil na vitória por 2 a 0 sobre os Estados Unidos. Oito anos depois, nada mudou. Mas, de certa forma, o atacante andou para trás. A expectativa era de que 2018 poderia ser o ano da consagração, só que a Copa foi marcada por atuações abaixo do esperado, críticas e manchetes negativas. Após o enorme esforço para disputar o Mundial da Rússia, o camisa 10 deixou a competição com a imagem desgastada.

– Foi um momento ruim na minha carreira. Se machucar é horrível e fiz um esforço muito grande para estar na Copa. Me dediquei para estar na Seleção, defendendo meu país e fui ao meu máximo na competição.

”Claro que eu queria estar melhor, queria estar 100% como estou hoje, mas saio de cabeça erguida (…) Vou reconquistar os torcedores jogando futebol e claro que a responsabilidade é maior agora por causa da braçadeira de capitão”, disse Neymar.

Os três ciclos de Neymar na Seleção se iniciaram nos Estados Unidos. Em 2010, era o começo de sua história com a camisa do Brasil. Em 2014, o retorno ao time após a lesão que lhe tirou da Copa do Mundo. Agora em 2018, o recomeço de uma caminhada para recuperar a confiança daqueles que tanto lhe criticaram na Rússia.

– É diferente de 2010, de 2014. Estou mais velho, mais experiente. É uma sensação diferente e temos que nos preparar para passar nossa mentalidade aos mais novos. Cada vez mais nos unindo, nos fechando em campo, buscando vencer sempre e o melhor para a Seleção. Temos que nos acostumar a sermos sempre melhores do que ontem.

 

G1

 

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