Secretário de Comunicação considera que Ricardo tem oposição atípica

Para o secretário de Comunicação Institucional do Governo do Estado, Nonato Bandeira, a administração de Ricardo Coutinho (PSB) está enfrentando uma oposição atípica. Em entrevista ao Tambaú Debate da Nova Tambaú FM, ele disse que além de contar com adversários ferrenhos na Câmara de Vereadores de João Pessoa e na Assembleia Legislativa, a gestão do PSB ainda teve o contraponto na Câmara dos Deputados e no Senado, em Brasília.

– Foi uma novidade essa oposição na Câmara e no Senado. Foi a primeira vez que isso aconteceu e qualquer tema era levado para Brasília. Mas, Ricardo Coutinho prometeu muito pouco. Os compromissos que ele firmou, vem cumprindo e tem coisas que ele nem prometeu e está fazendo. Ele foi votado para fazer a mudança que o Estado quer. Mas, um governo de ruptura, que não é de acomodação, gera dissabores em setores mais privilegiados. Há corporações na classe política, setores empresariais e de mídia que não eram mexidos. Existia esse "mandonismo". Se fosse para continuar do jeito que estava, o povo não teria votado em Ricardo Coutinho. O povo quis a mudança e isso inclui os costumes políticos. Não cedemos aos caprichos e lobbys institucionalizados e propusemos uma nova relação política e administrativa na Paraíba. Por isso, criamos o Pacto Social, que é uma realidade que dialoga com todos os entes municipais, incluindo adversários.

Em outro ponto da entrevista, Nonato disse que o governador Ricardo Coutinho tem se deslocado com muita frequência a Brasília para fazer o papel que alguns deputados federais e senadores não aceitaram:

– Todo mundo está vendo quem usa a tribuna do Senado para fazer acusações sobre temas locais e fabricados em seus gabinetes. Deveriam ter uma postura altiva e ativa, mas isso reduz nossa capacidade de lutar por mais investimentos. O governador tem que ir toda semana a Brasília e já está lá de novo hoje para fazer o papel que deputados e senadores de oposição deveriam estar fazendo. Estou constatando uma realidade, mas o julgamento é do povo. A política de terra arrasada não deu certo porque o Governo tem muitos projetos em andamento.

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