Secom-PB nega que haja pagamento adicional a médicos fluminenses

O secretário de Comunicação do Estado da Paraíba, Nonato Bandeira, negou hoje de manhã que os 10 médicos originários do Rio de Janeiro e dispostos a exercer a profissão no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa tenham cobrado mais do que o valor pago aos prestadores de serviço para cumprirem o plantão na capital paraibana. Em entrevista à Rádio CBN de João Pessoa, Nonato garantiu que o pagamento aos profissionais fluminenses foi R$ 1 mil por plantão.

– Essa informação de que estaríamos pagando a mais aos médicos do Rio de Janeiro surgiu do Sindicato e do Conselho Regional de Medicina, que estanhamente criaram uma reserva de mercado que inexiste no país. Imagine se um jornalista ou advogado não possa trabalhar em outro Estado, especialmente se neste Estado há necessidade de profissionais! Nós precisamos por causa da paralisação e da ameaça de greve dos médicos. O Governo não pode ficar refém. Vamos ao Rio de Janeiro, a São Paulo, Estados ricos e poderosos, onde paga-se menos que na Paraíba. O Governo foi buscar profissionais para garantir a saúde da população enquanto nossos médicos não voltarem ao trabalho. O importante é que o atendimento está sendo regularizado. O paciente quer ser atendido e para ele não importa de onde seja o médico. O pagamento que estamos fazendo ao plantão para os médicos do Rio de Janeiro é o mesmo que oferecemos aqui e que está sendo rejeitado pelos paraibanos.

Em outro ponto da entrevista, Nonato negou que a hospedagem e as passagens aéreas estejam sendo custeados pelo Estado. Ele disse que os custos caberiam apenas aos médicos. O Secretário de Comunicação ainda criticou a atuação do CRM-PB na negociação do Governo com a categoria:

– O CRM não deve ter um papel sindical. Abordamos em Brasília essa abordagem como se fosse um braço sindical ou um partido político a entidade comandada por João Medeiros na Paraíba. Ele deve fiscalizar o exercício da profissão. Vamos conversar mais uma vez com o CRM e com o sindicato para mostrar que estamos entre os Estados que melhor remuneram pelo plantão. Esperamos que hoje esta ameaça de greve dos médicos não se concretize. Vamos continuar negociando, mas, paralelo a isso, vamos garantir o atendimento e vamos buscar médicos onde eles estejam: se não tiver no Brasil, vamos buscar nos Estados Unidos, onde eles estiverem. A população não pode ficar desassistida e refém de quem quer que seja.

Bandeira confirmou que desde sexta-feira os 10 médicos fluminenses começaram a atender no Hospital de Emergência e Trauma.

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