Santiago prevê valorização do etanol

Prevendo a valorização do etanol em nível mundial, em decorrência de uma crise em andamento na produção e comercialização do petróleo, o senador Wilson Santiago, do PMDB da Paraíba, alertou o governo federal para uma necessária retomada da política de formação de estoques reguladores. O objetivo desse estoques, segundo Santiago, seria de evitar as oscilações de preços que normalmente são verificados nas variações da produção de cana de açúcar, sujeitas a safras e entresafras.

O alerta do senador paraibano foi feito nesta quinta-feira, 3, em discurso no plenário do Senado Federal, no qual analisa a onda de revoltas no Oriente Médio, e nos países muçulmanos do Norte da África. Uma das conseqüências dessas revoltas, na economia, pode ser observada no aumento do preço do barril de petróleo, que vem acontecendo em nível internacional.

Na sua visão, “a demanda pelo etanol brasileiro, aliás, deve aumentar, caso o petróleo do Oriente Médio alcance preços muito altos. Nesse cenário, é muito provável que os Estados Unidos, por exemplo, passe a demandar o etanol brasileiro e reduza algumas de suas barreiras alfandegárias ao nosso produto”.

Ainda durante o discurso, o parlamentar peemedebista avaliou como “um dos países que mais enfaticamente buscam alternativas energéticas mais limpas, mais baratas e mais sustentáveis”. Wilson Santiago o aproveitamento da energia hidroelétrica, “limpa e eficiente”. E arremata: “A partir do Próalcool {criado em 1975}, os biocombustíveis passaram a compor, com o petróleo e as usinas hidrelétricas, o tripé da matriz energética brasileira”.

Sobre os biocombustíveis, Santiago considera que “outro passo importante para a consolidação das soluções energéticas limpas no País foi o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), lançado no final de 2004, que intensificou a produção e a pesquisa de biocombustíveis no País”. Segundo disse, “foram ultrapassadas as metas mais otimistas em relação à incorporação de biodiesel ao diesel fóssil no Brasil, sendo a meta de agora baratear ainda mais o combustível e deixá-lo cada vez mais limpo”.

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