Salomão detona o TCE e diz que não pode ser barrado por “côrte cassista”

O ex-prefeito de Sousa, Salomão Gadelha (PMDB), contestou a justiça do resultado de seu julgamento ocorrido hoje no TRE da Paraíba. Com a candidatura negada por unanimidade, ele disse que o entendimento da Côrte não oferece condições de igualdade aos candidatos a cargos públicos nestas eleições. Mesmo prometendo manter a campanha nas ruas "com mais vigor", ele se queixou de ter sido impedido de disputar por causa dos pareceres do Tribunal de Contas do Estado, órgão que ele não julga ter capacidade e nem isenção para julgar prefeitos e presidentes de câmaras municipais do Estado.

– Vamos ter que fazer uma campanha nas ruas explicando também isso, que o STF e o TSE agasalha nosso direito. Lamentavelmente, houve desacerto na decisão de remeter ao Tribunal de Contas do Estado da Paraíba a competência para decidir sobre a elegibilidade de candidatos. Um tribunal com Nominando Diniz, com "tio Catão", com Arthur Cunha Lima, com Arnóbio Viana e "Fabinho" Nogueira, coleguinha de classe. São cinco votando em bloco e eu já argui a suspeição de todos eles. Esse tribunal de contas pode decidir pela elegibilidade de ninguém? É lamentável. A Côrte cometeu um equívoco muito forte. Esses homens são todos do PSDB, todos ligados a uma mesma corrente política. Eu fiz a arguição de todos os cinco.

Em meio a muitas reclamações ao TCE e às promessas de manter sua campanha nas ruas, Salomão Gadelha também comentou a decisão proferida pelo TRE de rejeitar a candidatura de Cássio Cunha Lima ao Senado tomando como base a mesma lei complementar 150/2010 que lhe barrou.

– Eu acho que o Dr. Cássio deveria ir comigo a Brasília fazer a defesa oral dele, também. Ele deveria ter vindo para cá [TRE] também. O que eu quero para mim, devo querer para os outros. Não analisei o caso dele. Não guardo mágoas, apesar dele ter me perseguido muito.

TAGS

Comentários

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.