Sales Gaudêncio toma posse como novo “imortal” da APL

O professor Francisco de Sales Gaudêncio será oficializado como novo “imortal” da Academia Paraibana de Letras – APL – nesta sexta-feira, 20 de agosto. Sales Gaudêncio foi eleito em março deste ano para ocupar a Cadeira n° 18, cujo patrono é Irineu Joffily, vaga com o falecimento de Luiz Hugo Guimarães. A posse está prevista para acontecer às 18h15 no Cine Bangüê do Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa. O novo “imortal” será saudado pelo Acadêmico Hildeberto Barbosa Filho.

Professor do Departamento de História do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal da Paraíba, Sales Gaudêncio tem dedicado sua vida à educação. Atualmente, ocupa o cargo de Secretário de Estado da Educação e Cultura da Paraíba, onde vem desenvolvendo um notório e exaustivo trabalho pela recuperação e melhoria dos índices de desenvolvimento da educação no Estado.

Esta é a segunda vez que ele assume o cargo de Secretário da Educação do Estado, tempo emprestado seu talento e sua dedicação também a outros órgãos ligados à cultura paraibana, como é o caso da Fundação Espaço Cultural, onde já foi presidente. Ao longo de vários anos dedicados à educação e às artes, Sales Gaudêncio coroa sua trajetória e sua contribuição intelectual ao Estado com a posse na Academia Paraibana de Letras.

Francisco de Sales Gaudêncio é natural de São João do Rio do Peixe, sertão da Paraíba. Tem graduação em Direito pela Universidade Federal da Paraíba – Licenciatura Plena em História pela Fundação de Ensino Superior de Cajazeiras e Doutorado em História Econômica pela Universidade de São Paulo.

Atualmente é professor colaborador da Universidade Federal de Pernambuco e adjunto da Universidade Federal da Paraíba. Tem experiência na área de História Econômica com ênfase em História da Formação Econômica do Brasil, atuando principalmente nos seguintes temas: história regional, nova história cultural, biografia social e preservação patrimonial, além de legislação de proteção ao patrimônio cultural e ambiental.     
              
Sobre a APL – A Associação Paraibana de Letras – APL –  é filiada à Federação das Academias de Letras do Brasil, e reconhecida de utilidade pública, entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Esse reconhecimento se deu pela Lei Municipal n.º 39, de 23.08.1948. Tem a sua biblioteca registrada no Instituto Nacional do Livro (INL), com o nome de Biblioteca Álvaro de Carvalho.

Desde a sua fundação, a entidade já foi dirigida por 11 presidentes: Coriolano de Medeiros (1941-1946), Oscar de Castro (1946-1970), Clovis Lima (1970-1973), Higino Brito (1973-1976), Aurélio de Albuquerque (1976-1978), Afonso Pereira (1978-1984), Luís Augusto Crispim (1984-1991), Manuel Batista de Medeiros (1991 -1994), Joacil de Britto Pereira (1994-1996), Wellington Hermes Vasconcelos de Aguiar (1996-1998), Joacil de Britto Pereira (1998-2006). Atualmente é presidida por Antonio Juarez Farias, estando este no seu segundo mandato.

Inicialmente, a APL contou com 11 cadeiras, número, depois, aumentado para 30. Em 1959, com a reforma dos estatutos criaram-se mais 10, fixando-se, oficialmente, em 40.  Todos com patronos, escolhidos, entre os nomes mais representativos das nossa intelectualidade. São eles: Augusto dos Anjos, Arruda Câmara, Albino Meira, Adolpho Cirne, Alcides Bezerra, Aristides Lobo, Arthur Achiles, Afonso Campos, Antonio Gomes, Cardoso Vieira, Cordeiro Sênior, Coelho Lisboa, Diogo Velho, Eliseu Cézar, Eugênio Toscano, Francisco Antônio Carneiro da Cunha, Gama e Melo, Irineu Joffily, Irineu Pinto, Joaquim da Silva, Maximiano Machado, Maciel Pinheiro, Neves Júnior, Pedro Américo, Perillo Doliveira, Pe. Inácio Rolim, Pe. Azevedo, Pe. Lindolfo Correia, Rodrigues de Carvalho, Santos Estanislau, Epitácio Pessoa, Carlos Dias Fernandes, Castro Pinto, Pereira da Silva, Raul Machado, Tavares Cavalcanti, Allyrio Wanderley, Américo Falcão, José Lins do Rego, Mello Leitão.

A Sede – Nos primeiros tempos, tiveram os acadêmicos de enfrentar grandes problemas financeiros. Por causa disso, reuniam-se, inicialmente, na Biblioteca Pública, onde se instalaram por mais de dois meses. Posteriormente, na residência do confrade Côn. Mathias Freire, Vice-Presidente da Instituição. Depois, abrigou-se na casa do acadêmico Álvaro de Carvalho.

Oscar de Castro, após assumir, a Presidência, procurou o Prefeito Municipal da época, Dr. Abelardo Jurema, obtendo a doação, em 1947 do prédio n.º 179, situado à Rua Visconde de Pelotas, para que, ali, se instalasse a Academia.

A pequena dimensão do terreno não permitiu, porém, a construção do nosso silogeu. Finalmente, por compra do velho casarão de número 25, situado à Rua Duque de Caxias, desta Capital, conseguiu-se a sede própria. Nela se encontra até hoje.

O Estado da Paraíba, na administração do então Governador Tarcísio de Miranda Burity, forneceu recursos para aquisição do prédio contíguo, de n.º 37 que se deu por escritura pública, lavrada em 26 de novembro de 1981. Os dois imóveis, passaram a formar uma só unidade imobiliária. Neles situa-se a Casa de Coriolano de Medeiros.

Os edifícios conjugados passaram por diversas reformas, principalmente a realizada na gestão do acadêmico, Dr. Manuel Batista de Medeiros, hoje, é o mais importante ‘centro de cultura’ do Estado, não só pela ação daquele excelente administrador, mas de outros que o sucederam.

O ex-presidente, acadêmico Luiz Augusto Crispim, entre outras benfeitorias, criou o Memorial Augusto dos Anjos (1984), que foi totalmente revitalizado, sendo reinaugurado na passagem do sexagésimo aniversário de fundação da instituição, ocorrido em 14 de setembro de 2001, na administração do escritor Joacil de Britto Pereira.

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