Saída de Alencar da UTI é descartada por ele apresentar nova hemorragia

O médico Paulo Hoff, um dos responsáveis pelo atendimento do vice-presidente José Alencar no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, afirmou no final da manhã de hoje que o político voltou a apresentar hemorragia intestinal e não tem condições de deixar a UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

No entanto, Hoff afirmou que o quadro clínico de Alencar é bastante estável e que o vice está muito lúcido. "O sangramento não é de grande monta."

De acordo com o médico, Alencar "tem apresentado episódios intermitentes de sangramento", por isso, hoje à tarde, entre 14h e 15h, passará por uma arteriografia (radiografia das artérias). O procedimento se assemelha ao cateterismo cardíaco em que se utiliza um instrumento de iluminação para examinar órgãos internos –para localizar o ponto exato de sangramento.

Se o vaso sanguíneo for identificado, Hoff acredita que a hemorragia, que no momento está apenas controlada, poderá ser totalmente estancada.

O médico disse que o procedimento é simples e não é arriscado. Embora feito sob sedação, não chega a ser uma cirurgia. "A situação está bem controlada, é bem seguro fazer [a arteriografia]." Após a arteriografia, o vice passará por uma nova sessão de hemodiálise.

Posse

Segundo Hoff, hoje Alencar não teria condições de ir à posse de Dilma Rousseff. "[Faremos] a avaliação no último minuto pelo desejo grande [do vice de ir ao evento]."

O vice está internado desde quarta-feira (22) no hospital, quando deu entrada no local com quadro grave de hemorragia digestiva.

No dia 27 de novembro, o vice foi operado para desobstruir o intestino. Após cinco horas de cirurgia, os médicos extraíram dois nódulos e 20 centímetros de seu intestino delgado.

Desde então, em idas e vindas no Sírio-Libanês, não chegou a passar mais de seis dias fora do hospital.

Sua 17ª cirurgia, no dia 22, durou três horas e não atingiu o objetivo: uma aderência na região do abdome impediu que os médicos alcançassem o tumor.

Alencar combate um câncer na região do abdome há mais de 15 anos, e já passou por 17 cirurgias.

Folha Online

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