Rosilene é acusada de promover ditadura branca na FPF

A atual crise enfrentada pelo futebol paraibano, com ênfase para a suposta influência externa no resultado dos jogos do campeonato estadual, fato denunciado pela Imprensa, foi tema de debate durante sessão especial realizada na tarde de hoje, na Assembleia Legislativa da Paraíba. A sessão foi proposta pelo deputado Janduhy Carneiro (PPS) que, na ocasião disse que o “futebol paraibano precisa ser passado a limpo”.

O deputado Janduhy Carneiro disse também, em seu discurso, que a “Casa do Povo” não poderia deixar de promover tal debate, ante as denúncias dando conta da existência de influência externa para beneficiar determinados clubes em detrimentos de outros. “O futebol paraibano é assunto que diz respeito ao povo desse Estado. Por isso, decidimos trazer essa problemática para ser debatida aqui, na Assembleia Legislativa, que é a casa do povo”, declarou.

Janduhy Carneiro lamentou a postura do árbitro Jeferson Rafael, que apitou a partida entre Botafogo e Treze, realizada no último domingo (08/05), em Campina Grande. O parlamentar disse também que o povo paraibano, principalmente o torcedor, que paga ingresso, não pode admitir a existência de influência externa no campeonato estadual de futebol . “O clube tem que ser campeão com seus próprios méritos e nunca a partir de influência extra campo. Sobre o árbitro, ele tem que dar exemplo, pois deve se comportar como um magistrado”, arrematou.

O radialista Fabiano Gomes, ao usar a Tribuna da Casa, não poupou críticas à presidente da Federação Paraibana de Futebol, Rosilene Gomes. Ela foi convidada para participar da sessão, mas não compareceu ao evento. Fabiano disse que existe uma “ditadura branca” na Federação, que há 22 anos é dirigida pela executiva Rosilene Gomes. “ Rosilene já deu sua contribuição ao futebol paraibano, mas está na hora de passar o bastão para outra pessoa. A família está há 28 anos à frente da Federação, vez que o seus esposo, Juraci Pedro Gomes, que presidiu a entidade antes dela, passou seis anos no cargo”, informou.

O radialista assegurou que não veio à Assembleia para apenar criticar, mas com o objetivo de fazer algumas perguntas à presidente Rosilene Gomes, o que não foi possível devido a ausência da mesma. “Eu conheço os bastidores do futebol paraibano. Por isso, queria fazer algumas perguntas à presidente da federação, se aqui ela estivesse. Por exemplo, ninguém sabe qual o valor que a federação recebe mensalmente da Confederação Brasileira de Futebol e quanto ela repassa aos clubes amadores. Não há prestação de contas e ninguém sabe qual o salário de Rosilene Gomes”, ressaltou.

O deputado João Gonçalves (PSDB) lamentou a situação “caótica” do futebol paraibano e afirmou que a situação é fruto de problemas administrativos e defendeu o rodízio na FPF, tese que foi defendida pela maioria dos oradores que passaram pela Tribuna da Casa. “Futebol precisa de desportista na FPF. Tem que haver um rodízio”, defendeu.

O deputado Anísio Maia (PT) foi além, ao pedir a imediata destituição de Rosilene Gomes do cargo de presidente da FPF, bem como uma reforma na atual estrutura do futebol paraibano. “Rosilene não tem mais condições de dirigir o futebol paraibano. Temos que tomar medidas urgentes para melhorar o nosso futebol, que há muito tempo está decadente”, afirmou.

O promotor Walberto Lira, Curador dos Direitos do Cidadão, e o último orador da tarde, lamentou a ausência de um conselho ou colegiado que analise as contas da Federação Paraibana de Futebol e disse que é direito da sociedade, principalmente dos desportistas e torcedores cobrar a prestação de constas. “Como cidadão, não posso admitir que uma entidade como a Federação Paraibana de Futebol não peste contas de seus gastos, de suas ações. É preciso criar um órgão fiscalizador, porque da forma que está é inadmissível”, comentou.

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