Roosevelt Vita critica interferência de MPF na administração penitenciária

O secretário de administração penitenciária do Estado da Paraíba, Roosevelt Vita, criticou a atitude do Ministério Público Federal na Paraíba (MPF) que no dia de ontem encaminhou ao Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão do Ministério da Justiça, recomendação no sentido de que sejam suspensos todos os repasses federais de recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), derivados de convênios celebrados com o estado, em razão do descumprimento do Plano Diretor do Sistema Penitenciário da Paraíba, apresentado no começo do ano de 2008. Vita afirmou que não é atribuição do MPF interferir na política penitenciária do Estado.

"Eu soube disso pelos portais de notícia, mas quem traça a política penitenciária é o Governo. O eleitor vota no Governo e não no promotor ou juiz. Por isso, cada macaco no seu galho. O governo federal não mandou nem meio por cento do que gasta o sistema penitenciário. Para se ter ideia, não há verba sequer para mandar os representantes da Conseg (Conferência Estadual de Segurança Pública da Paraíba) a Brasília. Não estou preocupado com isso, mas com a tentativa de alguns poderes de interferir no Governo", declarou Roosevelt em entrevista ao programa Bastidores, apresentado pelo Padre Albeni, na Tv Master.

Em outro ponto da entrevista, Roosevelt acrescentou: "Ele [Duciran Farena] não pode impor sua vontade pessoal ao Governo. Nós temos a atribuição e a competência de gerir o sistema penitenciário".

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