Rômulo mantém apoio a Agra e diz que Cícero pode expulsá-lo

O vice-govenador da Paraíba, Rômulo Gouveia (PSDB), não deixou dúvidas sobre sua preferência para as eleições municipais de 2012. Ele garantiu que não recua do apoio ao prefeito da capital, Luciano Agra (PSB). Entre muitos elogios ao socialista, Rômulo não se furtou ao ser indagado, na Rede Paraíba Sat, sobre as queixas de Cícero Lucena (PSDB), com quem protagonizou uma série de discussões públicas pela rejeição do presidente do ninho tucano à composição com Ricardo Coutinho (PSB) nas eleições de outubro passado.

Ao dizer que não recua do apoio antecipado a Agra, o vice-governador comentou que a inversão da situação – em que agora rejeita a postulação de seu partido, assim como Cícero fez em outubro passado – precisa ser respeitada. Mesmo assim, Rômulo diz que entende se Cícero estranhar sua postura política

– O que eu antecipei é para que depois eu não seja cobrado por nada com que não tenha compromisso. Eu, como vice, tenho que estar ao lado do governador e não vou me distanciar politicamente do governador Ricardo Coutinho. O prefeito Luciano Agra é meu amigo pessoal. Além disso, vem administrando com muita competência. Meu apoio representa pouco e é um sentimento pessoal, de respeito, de quem acompanha o dia a dia de João Pessoa e o que está sendo feito com humildade, sem pirotecnia. João Pessoa vai ganhar muito com Agra. Meu apoio a ele é incondicional e não acho que tenha sido uma decisão antecipada. Num processo de reeleição, isso é natural. Eu acompanhei o sentimento do PSB. Eu respeitei Cícero como eu quero ser respeitado agora. Ele vai entender como quiser. Ele vai sentir, talvez, na pele, o que eu passei. Ele subiu no palanque de Maranhão e por que eu não posso subir no palanque de Luciano Agra? Ele tem que respeitar. Se minha companhia não agradar, o partido pode me expulsar. Eu não sou presidente do partido, não tenho cargo nenhum no partido. Sou apenas um filiado. Se entenderem que é precipitada minha postulação, podem me comunicar que eu arrumo outro partido.

Na entrevista, o vice-governador ainda disse que teria se magoado mais com a aliança velada entre Cícero Lucena e José Maranhão que propriamente com a aparição pública do senador ao lado do então candidato à reeleição:

– Eu fiquei mais feliz quando ele assumiu a candidatura de Maranhão do que quando ficou em cima do muro. Eu tenho 22 anos de vida pública e sempre tive uma linha política. Nunca fugi um milímetro. Eu mantenho a coerência.

Finalmente, sobre a eleição para presidência do PSDB da Paraíba, Rômulo negou que pretenda disputar o cargo, defendeu a alternância e disse que seu candidato preferido é o ex-governador Cássio Cunha Lima.

– Eu não tenho força no PSDB e acho que a alternância é sempre bom. Temos acertado na aliança que construimos. Hoje, temos o vice-governador e membros do partido no primeiro escalão do Governo. Mas reduzimos nossa bancada na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa. Precisamos preparar o partido para as eleições municipais. Neste momento, quem une, agrega e convive com os dois segmentos do PSDB é Cássio Cunha Lima. Eu defendo que ele assuma o comando do partido, mas isso vai ser decidido pela maioria. Eu apenas sou membro do PSDB.

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