Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Chairman da Light Infocon Tecnologia S/A, VP da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado da Paraíba e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP.


Robôs “pagando imposto”?

Um artigo publicado recentemente, na revista americana Wired (www.wired.com), especializada em assuntos relacionados em como as novas tecnologias impactam a economia, a cultura e a política, tratou de um tema bem interessante. O artigo assinado pelo Prefeito de Nova York, Bill de Blasio (politico bem controverso nos Estados Unidos e em outros países), tem o título bem sugestivo de: “Por que os trabalhadores americanos precisam ser protegidos da automação?”. Na realidade, esta é uma discussão de alcance mundial e não parece ter um fim próximo. No artigo, o politico democrata, sugere a criação da “FAWPA” (“Agência Federal de Automação e Proteção ao Trabalhador”, em uma tradução livre) para controlar, ou seja, parar – como se isso fosse possível através de “uma canetada” – a instalação de robôs nas fabricas americanas e também, defende a criação de uma espécie de “imposto sobre o uso dos robôs na indústria”.

Robôs “pagando imposto”? (II)

O objetivo por trás da ideia defendida no artigo é segundo o prefeito Blasio, frear o crescimento vertiginoso da robotização da indústria, que já tem fábricas totalmente automatizadas, sem interferência humana e trabalhando 24 horas por dia, e que em um futuro não muito distante, acarretará “a perda de até 36 milhões de empregos nos Estados Unidos”. Com relação ao “pagamento de impostos pelos robôs”, que pela proposta, obrigaria as empresas a pagar um custo adicional na folha de pagamento, por cinco anos de forma antecipada, para cada empregado “substituído por uma máquina”, a reação dos lideres industriais americanos, ao artigo do prefeito, tem sido contundente, principalmente no tocante a perda de competividade das empresas, que a proposta de “desrobotização” (se é que existe essa palavra) em relação aos outros países. Esta perda de produtividade, que certamente irá ocorrer, prejudicaria fortemente as empresas americanas, que já sofrem com a concorrência do oriente (leia-se China). Resumindo: Uma proposta para lá de polemica!

TIM

A SENACON – Secretaria Nacional do Consumidor, órgão ligado ao MJSP – Ministério da Justiça e Segurança Pública, abriu um procedimento administrativo para investigar “uma possível irregularidade cometida pela TIM” (operadora de telefonia celular). A suposta irregularidade está relacionada “ao vazamento de dados e valores de dívidas dos usuários da empresa, através do serviço TIM Negocia”. Para a SENACON “há indicações de violações aos princípios de confiança, transparência e informação adequada ao cliente, dentre outros”. Esta também, sendo analisado, se a empresa violou “os direitos de liberdade de escolha e proteção contra práticas abusivas, em relação ao consumidor dos serviços da TIM”. Em caso de condenação, a empresa pode ser multada em até R$ 10 milhões.

Para investir em Startups

Como vem se tornando comum ultimamente, mais uma empresa criou um fundo de investimentos voltado para startups. A Eurofarma (www.eurofarma.com.br), “multinacional brasileira” do ramo farmacêutico, sediada em São Paulo e presente em 20 países, criou recentemente um “fundo de R$ 45 milhões para investir em empresas do setor de saúde”. O objetivo principal é investir em startups “voltadas para solucionar problemas do segmento de saúde”. Denominado de Axon Ventures, o novo fundo investirá um mínimo de R$ 500 mil e um máximo de R$ 4 milhões em cada empresa escolhida para receber o investimento, além de “acesso a rede contatos da Eurofarma (nos países onde ela atua) capacitação e acompanhamento em gestão e vendas”. Boa notícia!

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