Ricardo vai diminuir indicações políticas e fazer seleção para cargos

O governador eleito Ricardo Coutinho (PSB) deverá retirar totalmente dos políticos a possibilidade de indicação de nomes para cargos de direção nas secretarias de Estado da Educação e da Segurança Pública. Além de cumprir uma de suas promessas de campanha, a iniciativa faria parte de um conjunto de outras medidas que o novo governador pretende implantar logo nos primeiros dias de sua gestão com o objetivo de marcar o início das mudanças nos costumes políticos e administrativos no Estado.

O Correio apurou que já seria decisão de Ricardo que a escolha dos 12 gerentes das Gerências Regionais de Educação e Cultura (GREC) e dos 10 gerentes das Delegacias Regionais da Polícia Civil se dará através de testes de conhecimento, capacidade, eficiência e aptidão para os cargos entre os servidores de cada órgão regional. Ou seja, o Governo deve realizar uma espécie de "concurso interno" para escolha dos principais dirigentes das secretarias da Educação e Segurança Público, evitando assim a ingerência política nesses setores.

A fórmula para escolha dos gerentes da Educação e da Segurança Pública ainda está sendo definida. Contudo, a proposta é no sentido de que servidores efetivos de cada Gerência que preencham alguns requisitos possam se inscrever para se submeter aos testes. Os escolhidos deverão ser aqueles que obtiverem as melhores colocações nos exames internos.

O governador eleito deverá anunciar a novidade por ocasião da apresentação dos nomes que vão compor o secretariado e outros cargos no Governo.
As discussões sobre as medidas inovadoras e que deverão causar impacto no Estado estão sendo conduzidas diretamente pelo governador Ricardo Coutinho, com a participação de um grupo seleto de assessores. A ideia central é de se promover um "choque de gestão". Algumas propostas são originárias e outras são experiências que de gestões do PSB e de outras agremiações de esquerda.

"Choque de gestão" – O futuro governador estaria ainda planejando contratar empresas que prestaram e prestam consultorias ao governo de Minas Gerais para elaborar o projeto de "choque de gestão". A iniciativa constituiria na organização e capacitação de pessoal, definição de metas para cada Secretaria e setores importantes do governo, bem como a realização dos exames para preenchimento dos cargos de gerência.

Além da realização de testes para escolha de diretores da Educação e da Segurança Pública, o governador eleito Ricardo Coutinho ainda estuda propostas para preenchimento dos cargos de direção na área de saúde, onde também pretende afastar a ingerência política. No caso da Saúde, existem óbices legais a serem observados. As normas do setor de saúde exigem, por exemplo, que os diretores de hospitais tenham formação em administração hospitalar e as direções clínicas seriam da competência de especialistas.

Assim, o mais provável é que as nomeações de gerentes regionais de Saúde e diretores de hospitais sejam feitas pelo Secretário de Saúde e pelo Governador, mas observando-se critérios puramente técnicos.

Informações a que o Correio teve acesso nos últimos dias indicam que o governador eleito Ricardo Coutinho deve apresentar logo nos primeiros dias de Governo dezenas de medidas que de caráter inovador, a grande maioria delas novidade absoluta. 

 

 

Correio da Paraíba

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