Ricardo nega perseguição e diz haver ‘esquizofrenia política’

Cláudia Carvalho

O presidente estadual do PSB da Paraíba, Ricardo Coutinho, deu um depoimento de mais de duas horas ao juiz Aloízio Bezerra e ao promotor Amadeus Lopes, hoje à tarde. Na saída da sala de audiências da 64ª zona eleitoral, ele voltou a negar a ocorrência de perseguição ao deputado estadual Guilherme Almeida, que recorreu à Justiça para ter o direito de deixar a legenda sem ser enquadrado na condição de infiel.

"Ele foi eleito com os votos do PSB. Qualquer filiado se submete ao Estatuto do partido e ao que pensa a maioria. As decisões do partido precisam ser respeitadas. Isso não é perseguição. Nesse momento, o PSB está agindo para manter o mandato que construiu", disse Ricardo Coutinho. Provocado diversas vezes pelos jornalistas, ele acrescentou: "Na psiquiatria, existe um termo que se aplica a esse caso: é a esquizofrenia. Estamos vivendo um caso de esquizofrenia política. É o estado de quem alega uma coisa, mas não consegue provar que ela exista".

Coutinho reiterou a tese de existências de duas atas na reunião que culminou com o veto a que deputados do partido pudessem assumir cargos no executivo e disse que a publicização da decisão não foi feita porque se tratava de uma estratégia interna: "Falar em fraude é uma bobagem enorme. Não há uma pessoa de boa fé no PSB que negue a regularidade das atas. É um assunto interno e não havia interesse em divulgar uma estratégia do partido para o futuro".

Bomba – O prefeito minimizou as promessas feitas pela suplente de deputada estadual Nadja Palitot, que prometeu à imprensa divulgar "uma bomba" depois de seu depoimento: "Se existe uma bomba, eu recomendo que todos se afastem porque poderão se machucar", ironizou.

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