Restos mortais do ex-presidente Itamar são levados a cemitério

Belo Horizonte — As cinzas do ex-presidente da República Itamar Franco foram depositadas no túmulo de sua mãe, Itália Cautiero Franco, na manhã de ontem, no Cemitério Municipal de Juiz de Fora (MG). A cerimônia contou com honras militares para chefes de Estado e durou cerca de 30 minutos. A pedido da família foi celebrado um pequeno culto, restrito a amigos e parentes. Ao fim da homenagem, as duas filhas do ex-presidente, Georgiana e Fabiana, colocaram as cinzas do pai no jazigo. Atendendo a um pedido pessoal de Itamar, o corpo do senador eleito pelo PPS mineiro foi cremado na segunda-feira, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte.

 
Poucos políticos participaram da cerimônia. Além do ex-deputado Marcello Siqueira (PPS-MG) e do seu filho, deputado estadual Bruno Siqueira (PMDB-MG), que são amigos da família, estavam presentes o secretário de Estado de Defesa Social de Minas Gerais, Lafayette Andrada, e o presidente do diretório do PMDB de Juiz de Fora, Adelmir Romualdo de Oliveira.
 
Internado em 21 de maio para tratar uma leucemia, Itamar Franco morreu na manhã do último sábado, aos 81 anos, em São Paulo. De acordo com o Hospital Israelita Albert Einstein, a causa da morte foi um acidente vascular cerebral (AVC). Antes de sofrer o derrame, sua saúde estava debilitada devido a uma pneumonia.
 
O corpo do ex-presidente foi velado durante o domingo, em Juiz de Fora, e na segunda-feira, em Belo Horizonte. Nas duas ocasiões, dezenas de autoridades — incluindo a presidente Dilma Rousseff e os antecessores Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor de Mello e José Sarney — prestaram suas homenagens ao colega.
 
Memorial
 
Com farto material de toda trajetória política do ex-presidente, o Memorial Itamar Franco, localizado em um dos seus imóveis no município do interior mineiro, é pleiteado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). O ex-senador Eliseu Resende, que morreu em janeiro deste ano, tinha apresentado uma emenda orçamentária no valor de R$ 100 mil para a construção de um prédio na cidade com a finalidade de abrigar o acervo.
 
 
Correio Braziliense
 

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