Reitor quer debater aumento da capacidade orçamentária da UEPB

O reitor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), professor Rangel Junior, destacou, em entrevista concedida à emissora de rádio, alguns dos projetos que pretende realizar a frente da Instituição nos próximos quatro anos e reafirmou seu compromisso de trabalhar com toda a sua energia para consolidar os programas da UEPB e tornar a Universidade ainda mais próxima da sociedade.

O reitor manifestou sua vontade de continuar o processo de expansão da UEPB nas áreas mais longínquas da Paraíba e sua consequente ampliação. Entretanto, alertou que para isso é necessário o apoio e a efetiva participação do Governo do Estado e que qualquer ampliação passa pelo aumento de sua capacidade orçamentária.

Rangel Junior destacou que o peso orçamentário da UEPB, hoje, é oriundo do tesouro estadual e que os recursos federais somam menos de 5% e são destinados para programas de extensão. Ele disse que pretende abrir uma discussão com a sociedade, a comunidade universitária e com o governo para saber quais os limites que a universidade terá do ponto de vista econômico que viabilize a execução de novos projetos.

Na condição de gestor e representante de toda comunidade universitária, que conta com mais de 23 mil pessoas – entre professores, estudantes e servidores – e dos anseios de muitos paraibanos que ainda não entraram na Universidade, Rangel Junior reafirmou que a UEPB é uma instituição da Paraíba e, por isso, a gestão tem plena consciência que precisa buscar cada dia mais condições para criar raízes no Estado.

O reitor entende que a forma de consolidação da UEPB não se resume apenas em garantir as condições mínimas adequadas para que ela possa funcionar bem, mas também garantindo que ela possa expandir suas ações para a Paraíba, fisicamente onde for possível e com ações educacionais, pesquisa e expansão. Ele citou como exemplo, um projeto semelhante ao Rondon que, já em julho deste ano, vai realizar serviços e ações desenvolvidos por vários estudantes da instituição em 23 cidades.

O reitor defendeu uma mobilização da sociedade e um debate com Governo do Estado em torno da importância da UEPB. A proposta é estabelecer um debate democrático e participativo para que se possa criar uma rede que compreenda a essência da universidade e, assim, possa garantir as condições com padrões mínimos de qualidade.

Para Rangel, não basta apenas levar a UEPB para determinada região, mas é preciso garantir as condições ideais para que o ensino chegue com qualidade e professores qualificados. "Não adianta a gente criar universidade em qualquer lugar de qualquer jeito. Nós temos que levar para lá professor de melhor nível possível. E se possível que o professor more na cidade e participe da vida da cidade", salientou.

Na visão do reitor, a Universidade ajuda a desenvolver a cultura, ajudar a elevar o nível geral de formação da sociedade e a mexer com a economia local e regional onde ela se instala. "É essa universidade que estamos construindo", disse.
 

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