Raissa diz que só entrou no Democratas por que seu pai pediu

A vereadora Raissa Lacerda, em entrevista à Rádio Correio Sat, respondeu às observações feitas pelo deputado do Democratas Assis Quintans sobre uma possível fuga do DEM para o PSD. Raissa afirmou que não existiu fuga. Segundo ela, a razão da mudança é "incompatibilidade de ideologias".

– Não existe fuga nenhuma, existe ideologia política. Nós estamos saindo do Democratas por acreditar no PSD. Meu pai também acredita. Trata-se de um partido novo, uma nova ideologia. Acredito no presidente, um homem íntegro, bom. Não tem briga, estamos saindo de forma harmoniosa. Respeito Efraim Morais, respeito os demais integrantes do Democratas, mas acredito no novo.

Raíssa foi além e disse que só saiu candidata pelo Democratas para não desobedecer ao seu pai, o ex-vice-governador José Lacerda Neto.

– Eu só saí candidata pelo Democratas em 2008 por que meu pai estava lá, mas a minha ideologia política sempre foi diferente. Eu queria sair por outros partidos que me convidaram, mas meu pai pediu e eu saí pelo Democratas.
 
O estopim de todas as declarações da vereadora foi uma afirmação do deputado Democratas, Assis Quintans. Ele disse na manhã de hoje que lamentava a saída de alguns integrantes do seu partido chegando a chamar de "fuga" a debandada dos colegas.

– Só lamento que integrantes do democratas tenham fugido em um momento em que estavam sendo prestigiados dentro do partido.

Raissa declarou ter procurado vários advogados para tirar as dúvidas sobre eventuais implicações sobre sua saída do Democratas. Recentemente, o presidente do DEM, José Agripino Maia, chegou a dizer que os filiados que deixassem a sigla para entrar no PSD responderiam a ações e poderiam perder seus mandatos. A vereadora reagiu e mandou um recado ao presidente nacional do partido:

– Ele deve procurar um assessor jurídico que possa informa-lo melhor sobre o assunto. Eu, antes de decidir, ouvi meu marido, que é advogado, e outros quatro profissionais. Todos me disseram a mesma coisa. Não é uma brecha, mas uma lei que assegura aos filiados saírem do partido sem receio de punição, desde que migrem para novos partidos.

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