Mário Tourinho

Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal


Queiroga: que seja ministro… não ajudante de ordens!

 

São compreensíveis as cautelas político-governamentais do médico paraibano Marcelo Queiroga em suas primeiras declarações à imprensa nacional como novo ministro da Saúde, especialmente por se encontrar ao  lado do ministro sainte, Eduardo Pazuello.

No encontro com os jornalistas, quem primeiro falou foi o ministro sainte (Pazuello), destacando que “Não é uma transição: é um só governo, ou seja, continua o Governo Bolsonaro, continua um ministro da Saúde”. Depois, então, coube a palavra ao novo ministro, Marcelo Queiroga, que enfatizou: “A Politica da Saúde é a do Governo Bolsonaro; a mim, na condição de ministro, cumpre executá-la”.

Realmente são compreensíveis estas primeiras declarações do novo ministro, Marcelo Queiroga, mesmo que deixando margem para que os 2/3 (dois terços) do Brasil (inclusive o segmento da ciência) que não aprovam “o jeito de governar” de Bolsonaro já tenham manifestado que para uma eficiente gestão do Ministério da Saúde “não basta mudar de ministro… precisa mudar a cartilha”. Em outras palavras: – não pode o paraibano Queiroga permitir-se aceitar um tipo de afirmação como aquela do ministro  sainte Pazuello, que, ainda em pleno exercício da função e  logo após o presidente Bolsonaro desfazer uma de suas providências que tomara perante os  governadores, pronunciou: – “É simples assim: um manda, o outro obedece”.

No exercício da função pública, em especial uma de tanta relevância como a de ministro, esse exercício não é simples assim, de um mandar e o outro obedecer, principalmente para um profissional (de qualquer campo) cujo código de ética já enfatiza obediência ao que seja correto!

Por toda a história, tão brilhante, do profissional Marcelo Queiroga, a Paraíba está convicta de que nessa sua passagem como ministro da Saúde não prevalecerá aquela expressão de Pazuello de que tudo seja simples assim: “um manda e o outro obedece”. O que se espera é que, nessa condição de ministro, ele – Queiroga – empenhe-se primeiramente em incutir ao próprio presidente Jair Bolsonaro o que, naquelas declarações à imprensa nacional, pediu à população brasileira: – “Use máscara! Cumpra as medidas de higiene e de proteção  para conter a circulação do coronavirus!”. E o (bom) exemplo pelo presidente constituir-se-á na medida mais eficiente para conscientizar a população nesse sentido.

Precisa, pois, que este nosso conterrâneo, Marcelo Queiroga, profissional de notório reconhecimento nacional, nessa sua nova missão seja mesmo um Ministro, e não um simples “ajudante de ordens”.

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